Condições de trabalho

Terceira mesa de saúde de 2017 é encerrada com impasse

Bancários querem programa que promova e preserve a saúde nos locais de trabalho; representantes da categoria voltam a se reunir em setembro com Fenaban

  • Redação Spbancarios com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 10/07/2017 13:59

Dirigentes sindicais cobram mudanças que reduzam o alto nível de adoecimento da categoria bancária

Foto: Jailton Garcia

São Paulo - A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representada pelo Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador, reuniu-se na quinta-feira 6 com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar continuidade às negociações da Comissão Bipartite de Saúde no Trabalho. A discussão girou em torno do instrumento de avaliação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Foi a terceira reunião do ano para tratar do tema. Na primeira, a Fenaban apresentou uma proposta de questionário para a avaliação. Os representantes dos trabalhadores não concordaram com a proposta e se propuseram a apresentar uma contraproposta na reunião seguinte. A Fenaban levou a proposta dos trabalhadores para avaliação dos bancos e, na quinta-feira, apresentou o posicionamento das instituições financeiras à contraproposta dos trabalhadores. Houve impasse entre as partes e o tema voltará ser debatido na próxima reunião, agendada para o dia 5 de setembro.

“Nossa proposta está praticamente toda embasada na NR7, que estabelece os parâmetros mínimos e dá as diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO. Queremos realizar uma avaliação séria do programa, que vá além da avaliação dos exames e dos locais que os mesmos são realizados. Nossa intenção melhorá-lo, de maneira que seja possível a análise das condições do ambiente de trabalho, para que, de maneira preventiva, os bancos consigam implementar um programa que promova e preserve a saúde do conjunto dos seus funcionários, como diz a norma”, disse Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, coordenador do Coletivo de Saúde, lembrando que todas as instituições estão obrigadas a possuir um PCMSO com essas características.

A Fenaban concordou com apenas três das 21 questões apresentadas pela Contraf-CUT, alegando que as propostas podem ser acatadas, mas não no questionário de avaliação do PCMSO.

“Vamos analisar as pontuações da Fenaban e voltaremos às negociações na próxima reunião. Temos de chegar a um consenso que garanta o cumprimento do que está regulamentado para evitar o grande índice de adoecimento da categoria”, disse Walcir.

Campanha Nacional de Saúde - A Contraf-CUT lançará durante a Conferência Nacional dos Bancários, entre 28 e 30 de julho, em São Paulo, uma Campanha Nacional em Defesa da Saúde do Trabalhador do Ramo Financeiro.

Entre outros objetivos, a campanha visa alertar sobre o grande índice de adoecimentos na categoria, estimular o registro dos casos para aprimorar a estatística e buscar melhorias para reduzir os casos.



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