Banco do Brasil

BB apresenta proposta insuficiente para PSO

Na quarta rodada de negociação, banco sinaliza com alguns avanços para funcionários dessa área , mas não abarcam questões econômicas nem melhorias nas condições de trabalho; previdência e extinção da pausa de 15 minutos para mulheres foram outros pontos discutidos

  • Publicado em 11/09/2015 19:40
São Paulo – Representantes dos trabalhadores reuniram-se com integrantes do Banco do Brasil para debater cláusulas sociais e previdência. A negociação, ocorrida na sexta-feira 11, objetiva a renovação, com avanços, do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e integram a Campanha Nacional Unificada 2015.

Durante a negociação, o banco apresentou algumas propostas: os funcionários da PSO (Plataforma Suporte Operacional) e gerentes de módulos poderão fazer cursos da rede varejo, e vice e versa. Escriturários de agências absorvidas poderão executar serviços da PSO e vice-versa. E a criação de grupos de trabalho para implementação de programa de estágio para caixas executivos com interesse em ascender para assistentes de negócios.

O banco também propôs rever as regras de concorrência de forma a possibilitar aos caixas executivos de PSO mais igualdade nas concorrências para ascensão à função gratificada de assistentes de negócios de agências.

“Essas propostas são fruto da mobilização dos caixas que fizeram uma grande greve na campanha nacional do ano passado e também da mesa temática que fizemos no começo deste ano sobre a PSO. Mas ainda são insuficientes porque não abarcam questões econômicas, a falta de funcionários e melhorias nas condições de trabalho”, ressalta João Fukunaga, diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

15 minutos das mulheres – Os bancários cobraram a extinção dos 15 minutos não remunerados de descanso que as mulheres têm de cumprir diariamente nas bases sindicais de Brasília, Pará e Amapá. Nessas localidades, liminares ainda mantêm a prática. Em outras bases foi revertida pelo banco, mas sem um acordo coletivo sobre o assunto, poderá voltar futuramente. Isso porque a interrupção, baseia-se unicamente em uma suspensão do julgamento da ação no Superior Tribunal de Justiça, determinada pelo Supremo Tribunal Federal.

“Por isso somente através de uma negociação chegaremos a um acordo. Com essa decisão de retroagir em outras bases sindicais, o banco cria um passivo trabalhista, pois hora extra deve ser paga. Portanto, o BB tem de pagar os 15 minutos, desde janeiro até hoje.”

Na terça-feira 15, o tema será debatido na rodada de negociação entre a federação dos bancos e o Comando Nacional dos Bancários.

Gravidez de risco – O BB apresentou proposta que garante às mulheres com gravidez de alto risco quatro abonos mensais para acompanhamento médico, prevendo a possibilidade de mudança para outra praça, caso a atual não tenha infraestrutura médica para acompanhamento.

O movimento sindical cobrou a extensão desse direito também para todas as bancárias grávidas. O banco ficou de estudar.

PAS Adiantamento e PAS Auxílio – Os dirigentes cobraram o aumento dos valores, corrigidos pelo INPC. E a ampliação do programa de assistência social para os incorporados. O banco se comprometeu a apresentar uma comparação de valores e a estudar a questão.

Movimentação e permuta de funcionários – Dirigentes cobraram respeito ao sistema de remoção automática para escriturário no sistema SACR. “Em alguns lugares tem ocorrido entrevistas com esses bancários. Isso é ilegal e fere acordo coletivo”, afirma João Fukunaga.

Também foi cobrado respeito ao TAO (Talentos e Oportunidades - currículo dos funcionários). Representantes do Banco do Brasil afirmaram compromisso com as regras acordadas e salientaram que casos irregulares devem ser denunciados. “O movimento sindical reforçou que denunciará gestores que descumprirem as regras dos programas, mas espera que o banco faça sua parte e tome providências imediatas ao invés de meras ações paliativas como orientação de gestor”, explica Fukunaga.

Uma série de outras demandas foram apresentadas ao banco, sem resposta (veja abaixo).

Vale-cultura – Foi levada à mesa a ampliação, para todos os funcionários, do vale-cultura, a exemplo do que já ocorre em outros bancos, além da correção do benefício de acordo com a inflação. O movimento sindical pleiteia valor de R$ 112,50.

Previ – Também cobraram para que todos os funcionários de bancos incorporados que não possuem plano de previdência possam aderir à Previ. Foi reivindicada ainda a migração do saldo do Economus para a Previ dos funcionários oriundos da Nossa Caixa.

Um teto para o benefício do plano 1 da Previ foi outra pauta reivindicada. “Não dá para os associados ao plano 1 pagarem pelo benefício dos diretores sem que haja um teto”, afirma Fukunaga.

Lapef – A regulamentação da Licença para Acompanhar Pessoa Enfermas da Família (Lapef) a todos os funcionários foi outra reivindicação levada ao banco.

Férias – A participação dos funcionários da unidade na elaboração da escala de férias foi mais uma demanda. “Existem ainda problemas com a imposição da data das férias por parte de administradores.”

Também foi reivindicada a extensão do parcelamento de férias para os funcionários que não aderiram ao regulamento do BB. Hoje a escala não permite essa possibilidade.

Auxílio educacional – Também foi cobrada ampliação do programa de auxílio educacional, a criação de critérios claros de escolha, além da universalização do programa.

Antissindical – Dirigentes cobraram uma posição da instituição a respeito da possibilidade de organização sindical dos trabalhadores do Banco do Brasil nos Estados Unidos por meio da assinatura dos Termos de Neutralidade.

E denunciaram que o gestor da Genop-SP impediu nesta sexta-feira 11 a entrada dos funcionários do Sindicato no prédio da Avenida São João, em SP, descumprindo acordo coletivo que permite o livre trânsito da atividade sindical.

Leia mais
> Prática antissindical no Complexo São João do BB


Redação – 11/9/2015


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