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Enquanto lei determina retirada de porta de segurança, mais uma agência é assaltada

Linha fina
Prefeito recebe Sindicato dos Bancários e CUT em audiência nesta sexta
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Mais uma agência do Bradesco sem porta de segurança é assaltada. A agência Nações Unidas do Bradesco, na Paulista, foi assaltada nesta quinta-feira, 20 de dezembro, por um trio armado. A unidade tem projeto aprovado para instalação do equipamento, mas o processo foi suspenso desde a semana passada, quando os vereadores derrubaram o veto ao projeto de lei nº 575/1997 que prevê a retirada das portas de segurança dos estabelecimentos financeiros.

Esse é o terceiro assalto em uma agência do Bradesco na Paulista nos últimos quatro meses. Todas sem porta de segurança. Elas estão entre os 50% de agências da cidade de São Paulo que não possuem o equipamento.

Audiência com prefeito - O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, e o presidente da CUT/SP, Edílson de Paula, reúnem-se em audiência com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, nesta sexta-feira, 21 de dezembro, na sede da prefeitura paulistana, às 15h.

"Vamos levar ao prefeito nossas preocupações em relação aos riscos a que população e bancários estarão expostos caso as portas de segurança sejam retiradas das agências. Vamos buscar estabelecer medidas conjuntas com a Prefeitura de São Paulo para que o equipamento de segurança seja mantido", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.

O Sindicato dos Bancários aposta em dois caminhos para que as portas permaneçam nas agências. A entidade pretende entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), uma vez que já existe uma lei federal – que regra a segurança das instituições financeiras – que se sobrepõe à municipal.

Novo projeto de lei – Outra saída será a aprovação de um novo projeto de lei. Após a audiência com o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues, nesta terça-feira, 18 de dezembro, o vereador Francisco Chagas (PT) protocolou um novo projeto de lei que torna obrigatória a instalação das portas de segurança nos estabelecimentos financeiros. O objetivo é tentar aprovar o projeto o mais rápido possível, antes dos 120 dias que os bancos terão para retirar as portas de segurança, como prevê o projeto de lei nº 575/1997.

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