febre amarela

OMS classifica estado de São Paulo como área de risco

No mesmo dia do informe da organização, Alckmin anuncia antecipação de campanha de vacinação do dia 3 de fevereiro para o dia 29 deste mês

  • Rede Brasil Atual, com edição Redação Spbancarios
  • Publicado em 16/01/2018 15:25 / Atualizado em 22/01/2018 19:08

Foto: André Borges/Agência Brasília

São Paulo – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta terça-feira 16 informe no qual classifica todo o estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. Segundo a entidade, a decisão foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017. O último balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgado sexta-feira 12, indica 40 casos confirmados e 21 mortes (autóctones) em decorrência da doença desde janeiro do ano passado.

Com o informe, a OMS recomenda que toda pessoa que pretenda viajar para qualquer ponto do estado, partindo de dentro do Brasil ou de outros países, tome a vacina contra a febre amarela com dez dias de antecedência.

A entidade informa ainda que a avaliação é um processo permanente e que pode vir a indicar novas áreas de risco no país.

De acordo com o órgão, desde dezembro de 2016 foram registradas ocorrências de febre amarela em macacos em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, com 788 casos em humanos, dos quais 265 resultaram na morte do doente.

Estado antecipa vacinação – No mesmo dia da divulgação do informe da OMS, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que antecipou para o dia 25 de janeiro o início da vacinação com doses fracionadas (0,1ml ante 0,5ml da padrão), válidas por até 8 anos. A campanha estava prevista para começar no estado de São Paulo em 3 de fevereiro e durar até o dia 24 do mesmo mês.

Quem deve tomar a vacina contra a febre amarela

Alckmin anunciou também o aumento da meta de pessoas a serem imunizadas, de 6,3 milhões para 7 milhões. Segundo ele, um milhão de doses extras serão enviadas a São Paulo pelo Ministério da Saúde.

A campanha terá vacinas fracionadas por conta da regulação do estoques com orientação do governo federal, que estaria preocupado em ter uma reserva para enfrentar uma expansão da doença, se for o caso. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública (0,5ml) – que imuniza por toda a vida - poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado, assim, apenas 0,1 ml da vacina. 



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