Reaja de casa!

Bancários em Brasília contra reforma trabalhista

Categoria, ao lado de diversos outros trabalhadores, estão no Congresso para desarmar a 'bomba'; monitoramento aponta que votação no Senado teria só 42 votos favoráveis ao desmonte trabalhista, apenas um mais que o necessário. Faça a sua parte e pressione em defesa dos seus direitos!

  • Cláudia Motta, Spbancarios
  • Publicado em 11/07/2017 12:05 / Atualizado em 11/07/2017 14:31

Dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região chegam a Brasília para protesto contra o desmonte trabalhista de Temer, banqueiros e empresários

Foto: Seeb-SP

São Paulo – Os trabalhadores ainda têm chance contra o desmonte do governo Temer sobre direitos previsto na reforma trabalhista. O PLC 38/2017 vai a votação no Senado a partir desta terça 11, e o Sindicato, as centrais sindicais e movimentos sociais estão em Brasília para pressionar os parlamentares para rejeitarem a retirada de direitos.

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Você também deve pressionar enviando mensagem aos senadores e deixando claro que se votarem contra direitos, nunca mais serão eleitos. Acesse o napressao.org.br e siga as instruções. É muito rápido e vai fazer uma grande diferença.

Segundo monitoramento feito no Congresso Nacional, só 42 senadores estão a favor da reforma de Temer, um a mais do que o mínimo necessário. Se aprovado no Senado, o desmonte dependerá apenas da sanção de Temer para virar lei, pois já foi aprovado pela Câmara. 

Ivone Silva, presidenta do Sindicato, explica que "se esse levantamento estiver correto, temos uma chance de barrar a votação e virar o jogo, mas tem de ser agora. Se a pressão for grande, esses senadores vão pensar duas vezes antes de votar a favor de um governo afogado em denúncias de corrupção. Quem ficar ao lado de Temer e da reforma trabalhista, nunca mais será eleito, os trabalhadores não esquecerão”, diz a dirigente, que está na capital federal. “Então, use todo tempo livre para fazer sua parte e lutar por seus direitos. O que esse governo está propondo é o sonho dos banqueiros (veja abaixo) que, não à toa, são os maiores apoiadores dessa reforma que não vai criar empregos, mas tornar todos precarizados”.

Ditadura - No início da tarde, logo após o início da sessão cujo único item da pauta é a votação da reforma trabalhista, o presidente da CUT, Vagner Freitas, foi impedido de entrar no plenário do Senado. "Estou aqui parado na frente do plenário do Senado da República, impedido de entrar para acompanhar a votação da reforma trabalhista", disse, em vídeo publicado no Facebook. "O tal do presidente da casa diz que não entra ninguém, só senadores e parlamentares. Impedir que a gente tenha acesso à casa do povo é ditadura", acrescentou. "Estamos tentando entrar para representar o trabalhador e a trabalhadora".

O início da sessão foi marcado pela ação de senadoras da oposição, que 'tomaram' a mesa da presidência em forma de protesto. Logo depois, o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) suspendeu os trabalhos.

ABC - Há resistência também fora de Brasília. Milhares de metalúrgicos de diversas fábricas e montadoras do ABC paulista - Mercedes-Benz, Ford, Volkswagen e Scania - ocuparam, desde o início da manhã da terça-feira 11 a Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo.

Ruim para todos – Além de milhões de trabalhadores em todo Brasil, estão contra o desmonte trabalhista de Temer autoridades no assunto e entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), juízes do Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Centro de Estudos Sindicais e de Economia (o Cesit, da Unicamp) – que lançou dossiê com dados que se contrapõem à reforma.

 

 



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