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Empregados da Caixa querem saber da PLR

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Sindicato já cobrou que a direção do banco faça o crédito antes de 31 de março, data limite estipulada em acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho
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São Paulo – O Sindicato tem insistido para que a direção da Caixa Federal faça o crédito da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos seus trabalhadores.

Embora a Convenção Coletivo de Trabalho estabeleça que esse crédito tem de ser feito até 1º de março, no acordo aditivo específico da Caixa Federal a data limite é outra: 31 de março.

“Temos informação de que o banco público deve publicar o balanço de 2015 na quinta 3. Se isso ocorrer queremos que o pagamento seja feito ainda nesta semana. Isso seria forma de valorizar quem se empenha tanto, mesmo nas condições mais adversas”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Dionísio Reis.

Quanto vem - A PLR na Caixa é composta pela regra básica da Fenaban – 90% do salário mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92 - mais valor adicional de 2,2% do lucro líquido dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 4.043,58, acrescidos da PLR Social, que corresponde a 4% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os trabalhadores.

Em novembro de 2015 os empregados receberam o equivalente a 60% do total. O que será creditado agora será a diferença.

PLR sem IR – Fruto da mobilização dos bancários e trabalhadores de outras categorias, desde 2013 há tabela de tributação exclusiva da PLR, garantindo isenção a quem recebe até R$ 6.677,55 e descontos só a partir desse valor. Assim, todos pagarão menos imposto de renda, independentemente de quanto ganham de participação nos lucros.

Os empregados devem levar em conta, no entanto, que a cobrança da Receita tem como referência todos os valores recebidos dentro do ano fiscal.

Por exemplo, se o trabalhador receber agora R$ 5 mil de PLR, não terá nenhum desconto de IR, mas o tributo será recalculado quando for creditada a PLR que for negociada neste ano. Ainda assim, os bancários pagam bem menos imposto graças à conquista da tabela progressiva.

O desconto ocorre sempre na fonte, já que as novas regras estabelecem que a PLR não faz parte dos valores contabilizados na declaração de ajuste anual.


Jair Rosa – 1º/3/2016
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