Nota da CUT

Fim do Ministério do Trabalho é retrocesso, diz presidente da CUT

Vagner Freitas diz ainda que transferir registro sindical para Ministério da Justiça é tratar questão trabalhista como caso de polícia

  • CUT, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/01/2019 14:18 / Atualizado em 10/01/2019 15:51

Foto: Roberto Parizotti

Em  nota, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o bancário Vagner Freitas critica os primeiros retrocessos do governo Bolsonaro, como a extinção do Ministério do Trabalho, e os ataques à Justiça do Trabalho. Dirigente sindical também reafirma papel da CUT na defesa da classe trabalhadora. Veja a nota na íntegra abaixo:

Ao transferir as atribuições do registro sindical para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta criada para o ex-juiz Sérgio Moro, os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enfrentam mais um retrocesso, que remonta os anos 1930. Com essa medida já oficializada, o País volta ao passado, ao período anterior à promulgação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1931, quando as questões sociais e trabalhistas eram tratadas pelo governo federal como “caso” de polícia e não como um direito da classe trabalhadora de se organizar livre e democraticamente.

É um retrocesso que vem na esteira da absurda e desrespeitosa extinção do Ministério do Trabalho. O fim da pasta impõe aos trabalhadores e trabalhadoras a perda de um instrumento histórico de interlocução e de debate de políticas públicas dentro do Executivo Federal.

Os pronunciamentos à mídia do presidente recém-empossado apontam para mais retrocessos, como a extinção da Justiça do Trabalho (não explicada nem detalhada), porque Bolsonaro diz achar que “no Brasil há excesso de proteção ao trabalhador e que o trabalhador” e “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que isso deve ser mudado por prejudicar o empregador”. 

Mas se os trabalhadores e as trabalhadoras não estão na agenda do novo ocupante do Palácio do Planalto, saibam que a classe trabalhadora é a nossa agenda, a nossa pauta, a nossa luta permanente, histórica e diária.

Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT

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