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Reportagem mostra riscos da homologação fora dos sindicatos

Efeitos da "reforma" trabalhista já são sentidos na hora de rescisões de contrato de trabalhadores demitidos; sindicalistas destacam que negociações coletivas deste ano devem ser as mais duras dos últimos tempos

  • Rede Brasil Atual
  • Publicado em 07/02/2018 16:09 / Atualizado em 07/02/2018 16:14

Erros no cálculo do Fundo de Garantia e falta de documentos são ocorrências mais comuns nas homologações das demissões

Reprodução TVT

São Paulo – Em vigor desde novembro, os impactos negativos da  "reforma" trabalhista do governo Temer começam a ser sentidos por funcionários de setores distintos, como bancários e trabalhadores do ramo frigorífico, por exemplo. Sem a presença dos sindicatos na homologação das demissões, os "erros" nas contas para a rescisão contratual e cálculo dos direitos devidos já estão sendo cometidos – na maioria das vezes em prejuízo do trabalhador. É o que mostra reportagem da TVT, destacada pela Rede Brasil Atual

Até mesmo o parcelamento das férias, outro dispositivo criado pela nova legislação, vem sendo realizado de acordo com o interesse das empresas, quando deveria ser uma prerrogativa do trabalhador.

"Os bancários que queriam dividir suas férias, a gente dizia que essa decisão não seria do trabalhador. E aconteceu", ressalta o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT (veja a reportagem abaixo).

> Fique atento: homologação fora do Sindicato é roubada

Já nos frigoríficos, setor campeão no ranking de acidentes de trabalho, a flexibilização da legislação agora permite o realização de jornadas de trabalho alongadas em locais insalubres, aumentando assim a exposição ao risco de acidentes, detalha o presidente da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Contac-CUT), José Modelski. 

Por causa das alterações na legislação trabalhista, as confederações preveem que as negociações coletivas serão as mais duras dos últimos anos, exigindo ainda mais empenho e comprometimento dos dirigentes e das respectivas bases sindicais.

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Os sindicalistas alertam ainda para a necessidade de, em outubro, eleger políticos comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, para que seja possível reverter o atual quadro de desmonte dos direitos.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT:



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