Não à rotatividade!

Bancários do Santander protestam, nesta sexta, por respeito ao emprego

Banco que lucrou R$ 9,9 bilhões em um ano pode e deve garantir perspectiva de crescimento profissional e estabilidade aos empregados

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/05/2018 07:37 / Atualizado em 11/05/2018 11:18

Atividade no Santander Adolfo Pinheiro, zona sul de São Paulo

Foto: Seeb-SP

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região deflagra, na manhã da sexta-feira 11, protesto na Torre, Vila Santander, Casa 1 e Casa 3, além de agências e superintendências regionais do banco espanhol.

As manifestações exigem respeito aos empregos e perspectiva de crescimento profissional aos bancários, que são os responsáveis diretos pelos lucros cada vez maiores obtidos pelo conglomerado financeiro.  

Enquanto a remuneração dos executivos aumentou quase 30% em 2017, garantindo aos 44 diretores executivos R$ 7,2 milhões, em média (de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários), o Santander demitiu cerca de 350 funcionários na base do Sindicato apenas nos primeiros três meses de 2018.

No mesmo período, o banco atingiu lucro de R$ 2,85 bilhões, crescimento de 10% em relação aos primeiros três meses de 2017. Um novo recorde, após ter obtido o maior resultado da sua história em 2017: R$ 9,9 bilhões, resultado 35% maior do que no ano anterior. 

O maior lucro do Santander no mundo é resultado direto do esforço e dedicação dos bancários brasileiros. Por isso, a mensagem do protesto é objetiva e contundente: empresa lucrativa não tem motivos para demitir. Exigimos respeito e manutenção dos empregos.

O aumento do número de clientes e das operações realizadas leva a uma sobrecarga absurda de trabalho. É emergencial que a direção do banco tenha a obrigação de contratar mais funcionários, oferecer perspectiva profissional e melhores condições de trabalho aos que já estão no banco, além de garantir melhor atendimento aos clientes.

A hora é essa: a direção executiva da instituição deve demostrar sabedoria para valorizar e reconhecer o trabalho de cada bancário e bancária do Santander Brasil. Do contrário, será preciso organizar uma grande campanha nacional e internacional em defesa do emprego envolvendo a sociedade brasileira para cobrar essa responsabilidade social da direção do banco espanhol no Brasil.

Enquanto isso, os bancários do Santander precisam conversar entre si, se organizar e se preparar para que, se necessário, participar das lutas em defesa de seus direitos e empregos.

Sabemos trabalhar juntos para dar lucro ao banco. Também precisamos saber trabalhar unidos para defender nossos interesses e direitos.



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