Greve

Dia 30 o Brasil vai parar!

Bancários aprovam participação na greve geral contra retirada de direitos via desmonte trabalhista e da Previdência; assembleia também elegeu delegados à conferência estadual

  • Publicado em 26/06/2017 21:40 / Atualizado em 30/06/2017 12:58

Assembleia na Quadra referenda participação da categoria na mobilização

Foto: Juca Varella

São Paulo – Mexeu com os direitos, mexeu com todo mundo! Por isso, dia 30 o Brasil vai parar novamente. Trabalhadores das mais diversas categorias profissionais vão cruzar os braços contra a retirada de direitos trabalhistas e o fim da aposentadoria que o governo Temer pretende impor com apoio de banqueiros e empresários.

> Trabalhadores param contra a "reforma" trabalhista dia 30

“Em assembleias nos locais de trabalho 80%, dos 13.666 bancários que votaram, optaram pela paralisação na luta contra a retirada de direitos que Temer quer fazer via desmonte trabalhista e da Previdência”, relatou a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva. Nessa segunda-feira 26, na Quadra, a decisão foi referendada de forma unânime pelos bancários presentes à assembleia que elegeu também os delegados à conferência estadual da categoria (leia mais abaixo).

Proteste – O desmonte trabalhista segue em tramitação no Senado: o relatório do PLC 38 já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos, foi rejeitado pela de Assuntos Sociais e, no dia 28, segue para a de Constituição e Justiça (CCJ). Depois será votado pelos senadores em plenário (clique aqui para pressionar os parlamentares).

A da Previdência, que acaba com a aposentaria pública, aguarda votação na Câmara dos Deputados.

União contra a retirada de direitos – “Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria”, afirma o lema decidido pelas maiores centrais sindicais do país, em reunião na sexta-feira 23.

“Os parlamentares precisam saber que se votarem a favor dessa reforma, entrarão para a história do Brasil como os senadores que destruíram a nossa legislação trabalhista”, afirma Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT. 

O presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, conclamou os bancários de todo o Brasil a cruzar os braços. “Se todos paralisarmos as atividades, construiremos uma grande greve.”

Em sua última assembleia à frente do Sindicato, a atual presidenta Juvandia Moreira agradeceu o apoio dos bancários à sua gestão e a participação na luta. “E é assim que temos de continuar, mais que nunca, unidos. Não podemos permitir que a roda do tempo gire para trás e a favor de uma minoria privilegiada, os donos do capital. Temos de lutar e resistir contra todos os retrocessos que querem aprovar nesse Congresso Nacional”, afirmou a dirigente, saudando a unidade de todas as centrais sindicais contra a retirada de direitos.

Na Paulista dia 30 – Os protestos em todo o Brasil contarão também com a participação das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e dos movimentos sociais.

Em São Paulo, as paralisações do dia 30 vão culminar com um grande ato na Avenida Paulista, com concentração a partir das 16h, no vão livre do Masp. Participe da luta por seus direitos!

Delegados eleitos – A assembleia na Quadra elegeu também os 150 delegados que vão representar os bancários de São Paulo, Osasco e região na Conferência Estadual a ser realizada em 15 de julho. Esse encontro debate as prioridades da categoria no estado, a serem levadas para a Conferência Nacional, entre os dias 28 e 30 de julho.

Ivone Silva, eleita pelos bancários para estar na presidência do Sindicato a partir de julho de 2017 até 2020, explica a importância desta Campanha Nacional Unificada: “o acordo de dois anos garantiu à categoria o reajuste (reposição total da inflação mais 1% de aumento real a partir de 1º de setembro, data base dos bancários de todo o Brasil) e a manutenção das cláusulas da nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Agora o foco é na defesa dos empregos, dos bancos públicos, barrar as terceirizações. Temos de nos organizar contra a retirada de diretos imposta por Temer e seus aliados. Daí a importância da eleição de delegados comprometidos com o interesse dos trabalhadores”.

 



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