Egoísmo

Itaú lucra R$ 12 bilhões e elimina postos de trabalho

Banco ainda reduziu oferta de crédito e fechou dezenas de agências físicas, reforçando falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país  

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 01/08/2017 14:41

Protesto do Sindicato contra demissões deflagrado no Centro Administrativo Tatuapé em dezembro do ano passado

Foto: Anju

São Paulo – O Itaú Unibanco atingiu lucro líquido recorrente de R$ 12,345 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o banco eliminou 961 postos de trabalho e atualmente conta com 81.252 trabalhadores no Brasil.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 17,3 bilhões com crescimento de 7,5% em relação ao primeiro semestre de 2016. Apenas com essa receita, o Itaú cobre 160% do total de suas despesas de pessoal.

Nos últimos 12 meses, o Itaú fechou 184 agências física, que chegaram a 3.523. Por outo lado, foram implantadas 39 unidades digitais, totalizando 154.

O saldo da carteira de pessoas físicas chegou a R$ 179,061 bilhões ao final do segundo trimestre de 2017, com redução de 0,6% em relação ao trimestre anterior, explicada principalmente pelas reduções de 4,6% na carteira de veículos, e de 1,6% na carteira de crédito pessoal.
 
A carteira de pessoas jurídicas atingiu R$ 171,642 bilhões ao final do segundo trimestre de 2017, com redução de 0,5% em relação ao trimestre anterior.

“O maior banco do país apresenta lucro de 12 bilhões, mas aumenta o corte de trabalhadores,  mantém o fechamento de centenas de agências e reduz o crédito. É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão egoísta de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, protesta a presidenta do Sindicato e bancária do Itaú, Ivone Silva.

De acordo com o banco, o principal fator que explica o crescimento do lucro foi a redução de 28% do custo do crédito. Essa redução ocorreu principalmente em função das menores despesas de provisão para calores, que somaram R$ 10,340 bilhões no período, em linha com a tendência de melhora na inadimplência observada em todos os segmentos.

Com isso a rentabilidade do banco chegou a 21,8%, elevação de 1,7 ponto percentual em relação ao primeiro semestre de 2016.

Ao final do segundo trimestre de 2017 a carteira de crédito total (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) alcançou o saldo de R$ 587,335 bilhões, com crescimento de 0,1% em relação ao trimestre anterior e redução de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
 
Ao final do segundo trimestre de 2017, o índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias atingiu 3,2%, com redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e apresentando redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2016.



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