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Chapéu
CAMPANHA 2018

BB apresenta proposta final que mantém todos os direitos

Linha fina
Comando Nacional orienta aprovação da proposta na assembleia da quarta-feira 29, a partir das 19h, na Casa de Portugal
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Foto: Leandro Caproni/Contraf-CUT

O Banco do Brasil apresentou para a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, no sábado 25, a redação de proposta de acordo para os trabalhadores do banco. A mesa de negociação ocorreu após a realização da mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

> Bancos propõem reajuste de 5% com garantia de direitos

O BB propôs, assim como a Fenaban, um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de dois anos com reajuste de 5% em 2018 - que corresponde à reposição da inflação mais aumento real de 1,18% - e inflação mais ganho real de 1% em 2019 sobre todas as verbas.

Intervalo de almoço

O intervalo de almoço dos funcionários com  jornada de oito horas poderá ser reduzido para 30 minutos, de forma facultativa. Já para os funcionários de seis horas será mantido o modelo atual, sem registro de ponto. A mudança no intervalo dos funcionários de seis horas será discutida ao longo do processo de negociação permanente até que se tenha um entendimento, inclusive em outros bancos.

No caso de horas extras, o tempo mínimo de intervalo para o funcionário de jornada de seis horas, poderá ser de 30 minutos. Diferente de como acontece atualmente, no qual o funcionário é obrigado a fazer uma hora de intervalo.

Banco de horas

Os funcionários terão seis meses para a compensação das horas extras com folgas, sendo um dia acumulado para um dia folgado, e caso a compensação não aconteça em até seis meses, o saldo de horas será convertido em espécie e pago no mês subsequente com o devido adicional de hora extra, ou seja, uma hora e meia.

PLR

Está mantido o mesmo modelo de PLR no Banco do Brasil e o pagamento do primeiro semestre, assim como nos anos anteriores, será logo após a assinatura do acordo, caso seja aprovado.

Manutenção das três avaliações

Foi conquistada na última reunião, realizada no dia 22 de agosto, a manutenção da cláusula do Acordo Coletivo que garante a observação de três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, para efeito de descomissionamento.

Mesas temáticas

O acordo mantém a mesa temática sobre Saúde e Segurança no Trabalho, e acrescenta duas novas mesas temáticas sobre Teletrabalho e Escritórios Digitais e Entidades Patrocinadas de Bancos Incorporados.

A proposta também inclui um dia de luto para falecimento de padrastos e madrastas do funcionário. E o trabalhador poderá optar pelo recebimento do vale-transporte em dinheiro ou em cartão magnético.

“O Comando, em estratégia acertada, antecipou a Campanha Nacional devido ao fim da ultratividade, princípio que garantia a validade de um acordo até a assinatura de outro. O Comando também tinha objetivo de manter a mesa única, entre bancos públicos e privados, e garantir os direitos dos acordos específicos de bancos. Alcançamos o objetivo, por isso indicamos a aprovação da proposta da Fenaban e da proposta do BB”, diz  a presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Ivone Silva.

“Um ano após a reforma trabalhista que acabou com várias garantias legais para a classe trabalhadora, a categoria bancária deu um exemplo ao garantir os direitos conquistados em anos de luta na CCT e no acordo específico do BB. As propostas da Fenaban e do BB não só mantiveram a mesa única como trouxeram avanços específicos. Por isso, por resistirmos à reforma trabalhista em um acordo nacional para todos os bancários é que a Comissão de Empresa e o Comando Nacional dos Bancários indicam a aprovação da proposta”, orienta o representa de São Paulo na Comissão de Empresa, João Fukunaga.

Assembleia na quarta 29

As propostas da Fenaban e a específica do BB serão apreciadas pelos funcionários do bancos público em assembleia na quarta-feira 29, a partir das 19h, na Casa de Portugal (Av. da Liberdade, 602, Liberdade).

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