Oligopólio

BB, Bradesco, Caixa e Itaú acumulam 78% do mercado de crédito

Dados se referem a junho e reforçam extrema concentração bancária no país; em 2007, os quatro bancos possuíam 54,6% de todas as operações de crédito

  • Redação Spbancarios, com informações do G1
  • Publicado em 17/10/2017 14:55 / Atualizado em 17/10/2017 15:25

Foto: Pixabay

São Paulo – Os quatro maiores bancos brasileiros – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentravam, em junho deste ano, 78,65% de todas as operações de crédito executadas por instituições financeiras no país. É o que aponta o relatório de estabilidade financeira divulgado na terça-feira 17 pelo Banco Central.

Em 2007, os quatro maiores bancos detinham 54,6% de todas as operações de crédito, indicativo de que a concentração bancária aumentou consideravelmente nos últimos dez anos.

No fim do ano passado, essas instituições financeiras possuíam 79,16% das operações de crédito e, no fechamento de 2015, cerca de 75,76%.

O relatório do BC revela, ainda, que os quatro bancos detinham, em junho deste ano, 72,98% de todos ativos bancários do país e 76,74% dos depósitos.

Juros abusivos – De acordo com o BC, em agosto deste ano, os juros médios das operações de crédito com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) atingiram 62,3% ao ano para empréstimos a pessoas físicas. 

Algumas modalidades de crédito, como o cheque especial e o cartão de crédito rotativo, permanecem acima de 300% ao ano. As taxas estão entre as mais altas cobradas em todo o mundo. Enquanto isso, a taxa oficial de juros do país, a Selic, está em 8,25% ao ano.

No primeiro semestre de 2017, os quatro bancos lucraram R$ 30,3 bilhões. 

> BB tem lucro de R$ 5,2 bi no semestre
> Caixa atinge lucro de R$ 4,1 bilhões no 1º semestre de 2017
> Bradesco lucra R$ 9 bi, elimina mais de 4 mil empregos e fecha agências
> Itaú lucra R$ 12 bilhões e elimina postos de trabalho

Em setembro, o BC admitiu que o crédito bancário não deverá registrar crescimento neste ano. Em 2016, já recuou 3,5%.



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