Afronta ao Trabalhador

Mais um reajuste abusivo no plano de saúde do Santander

Em alguns casos, aumento pode superar 20%, comprometendo cada vez mais o orçamento dos trabalhadores

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 03/12/2018 10:48 / Atualizado em 03/12/2018 15:54

Imagem: Freepik

Bancários do Santander, que tiveram um reajuste de 5% nos salários após a exitosa campanha nacional da categoria, foram surpreendidos neste fim de ano com mais uma perversidade do banco: um novo aumento no plano de saúde que pode chegar a mais de 20%. Antes desse novo reajuste no plano, os trabalhadores do Santander já haviam procurado o Sindicato dos Bancários de São Paulo recentemente, para reclamar dos valores exorbitantes da coparticipação e cobranças para todos os procedimentos cobertos pelo convênio.

Assine o boletim eletrônico com notícias específicas do Santander
Faça a sua sindicalização e fortaleça a luta em defesa dos direitos dos bancários

Agora, o plano SulAmérica Master II passou de R$ 68,28 para R$ 82,39 por dependente, um aumento de 20,67%. O Master III ficou 15,48% mais salgado: saltou de R$ 101,75 para R$ 117,50. E ainda há os gastos desmedidos com a coparticipação, muito mais pesados no orçamento para os bancários que têm dependentes.

“É inadmissível um banco que tem projeção de lucro recorde para este ano cometer mais este abuso contra os seus trabalhadores. O Santander já excluiu a maior parte dos principais responsáveis por sua alta lucratividade da festa de fim de ano, que aconteceu no sábado 1º, criou uma ferramenta que obriga os bancários a alterarem seus itinerários para economizar no vale-trasporte, além de outras maldades contumazes”, enfatiza o dirigente sindical e bancário do Santander Roberto Paulino.

Santander exclui funcionários de ‘sua’ Black Week

"Os trabalhadores do banco têm de arcar com esse aumento acintoso que vai muito além da inflação medida desde o último reajuste. Se o bancário tiver três dependentes, estes valores são multiplicados por quatro, comprometendo demais seu orçamento familiar”, acrescenta o dirigente.

O Sindicato já discutiu esse tema com o Santander e reivindicou, entre outras medidas, que se estabeleça um teto para o desconto mensal da coparticipação somado ao da mensalidade do plano de saúde. “É inadmissível que um banco tão lucrativo como o Santander deixe o seu trabalhador, que está doente, praticamente sem salário por causa do alto custo da assistência médica”, acresenta a diretora executiva do Sindicato e bancária do Santander Vera Marchioni.

O banco ainda não deu resposta ao Sindicato sobre essa reivindicação.



Voltar para o topo