Reforma da Previdência

Oposição e movimentos populares intensificam mobilização

Parlamentares contrários ao projeto irão obstruir os trabalhos na Câmara até derrota final da proposta

  • Brasil de Fato, com RBA e edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/02/2018 19:18

Deputados e senadores de oposição realizaram ato na Câmara em parceria com movimentos populares

Fotos: Midia Ninja

São Paulo – Partidos de oposição ao governo Temer, lideranças de centrais sindicais e movimentos populares anunciaram que irão obstruir os trabalhos da Câmara dos Deputados até a derrota final da proposta da reforma da Previdência. O ato conjunto foi realizado na terça-feira 6, na Câmara. A reportagem é do Brasil de Fato.

A reforma é considerada a medida mais impopular do governo de Michel Temer (MDB). Diante das dificuldades de aprovação da matéria, o Planalto modificou, por mais de uma vez, o texto original da proposta, que agora passa por uma nova formatação. A ideia seria negociar com aliados indecisos alguns pontos da PEC para apresentar as alterações no dia 19.

Paralisação - Centrais sindicais e movimentos populares estão articulando para o próximo dia 19 uma grande mobilização em todo o país. De acordo com o dirigente Alexandre Conceição, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a estratégia é espalhar ações pelos estados, para que a sociedade aumente a pressão sobre os parlamentares. "Estamos convocando toda a nossa base pra fazer mobilizações nas prefeituras, nas agências do INSS etc., descentralizando a luta política", antecipou.

PEC - A última versão da reforma fixa a idade mínima de aposentadoria em 62 anos para mulheres e 65 para homens. O tempo mínimo de contribuição para se obter a aposentadoria parcial seria de 15 anos para o setor privado e de 25 para servidores públicos. Já o beneficio total, exigiria, pela proposta do governo, 40 anos de contribuição junto ao INSS.



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