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Manifestação contra reforma da Previdência

Bancários de complexos administrativos e agências aderem à mobilização convocada pela CUT e movimentos sociais para mostrar ao governo Temer e sua base no Congresso, que não aceitam as mudanças nas regras da aposentadoria

  • Redação, Spbancarios
  • Publicado em 15/03/2017 09:33 / Atualizado em 16/03/2017 11:39

Bancários do CAT, concentração do Itaú na zona leste de São Paulo, durante o dia de paralisações

Foto: Anju

São Paulo – A classe trabalhadora mostra força e unidade nesta quarta-feira 15, Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência.

Em diversas partes do país surgem notícias de um forte movimento de resistência, com integrantes de diversas categorias mandando o recado ao governo Temer e aos seus aliados na Câmara e no Senado de que não aceitam as mudanças propostas para alterar as regras para a aposentadoria, entre elas a imposição da idade mínima de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres e ter de contribuir por 49 anos initerruptamente para ter benefício integral. Regras que valeriam igualmente para trabalhadores da cidade e do campo.

Bancários na luta - Na capital paulista ficaram de braços cruzados trabalhadores de concentrações bancárias e de agências. Paralisaram os bancários dos centros administrativos Brigadeiro e Tatuapé, do Itaú, do Complexo Verbo Divino, do Banco do Brasil, e do Bradesco Telebanco Santa Cecília. No Telebanco do Bradesco, os bancários protestaram não só contra a reforma de Temer, mas também por um basta nas demissões na instituição financeira.

Agências bancárias ficaram fechadas nos corredores da Avenida Paulista; na Rua Voluntários da Pátria, na zona norte; na Avenida Faria Lima, na zona oeste; no Centro Velho da capital; e no calçadão de Osasco.

"Os trabalhadores estão reagindo e têm de reagir mesmo, porque senão morrem sem se aposentar", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato, logo cedo, em frente ao Telebanco Santa Cecília do Bradesco. "O que está em jogo é o fim da aposentadoria, o fim dos direitos trabalhistas, da CLT, de tudo que conquistamos. Não podemos permitir que isso aconteça e este movimento de hoje é uma reação dos bancários e das outras categorias, como motoristas, metroviários, químicos e professores, por exemplo".

O protesto desta quarta foi convocado pela Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais. Sendo que a adesão da categoria bancária foi aprovada na assembleia de 21 de fevereiro, quando foi eleita a delegação de São Paulo, Osasco e região ao Congresso Extraordinário da Contraf-CUT.

A participação no movimento também foi aprovada no Congresso da Contraf-CUT e integra o plano de lutas dos trabalhadores bancários neste ano. O plano tem como eixos: Contra a Reforma da Previdência; Contra a Reforma Trabalhista; Em Defesa dos Bancos Públicos; Em Defesa dos Empregos Frente à Reestruturação e a Digitalização.

Ato – À tarde, o Dia Nacional de Paralisação realizou uma grande manifestação reunindo sindicatos e movimentos sociais no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Mês da Mulher - As atividades contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer também foi o eixo principal das mobilizações de 8 de março, Dia Internacional da Mulher.



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