Campanha 2018

Debate em defesa das entidades do funcionalismo encerra o 29º CNFBB

Bancários aprovaram pauta de reivindicações, moções e resoluções políticas

  • Contraf-CUT, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 08/06/2018 19:22 / Atualizado em 08/06/2018 19:29

Foto: Contraf-CUT

O 29º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil retomou os debates, na sexta-feira 8, com o painel “Entidades do Funcionalismo”. A mesa foi coordenada por Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT e contou com a participação de João Fukunaga, Seeb-SP, Bianca Garbelini, Seeb Porto Alegre, Luiza Bezerra, Seeb-RS, e dos representantes de diversas Entidades do Funcionalismo do BB, Adelmo Vianna, da Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil de São Paulo (AFABB-SP), Reinaldo Fujimoto, da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), Carlos Alberto Guimarães, da Federação Nacional de Associações Atléticas do Banco do Brasil (FENABB), e Fabiano Félix, Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários do Banco do Brasil (CAREF).

A importância da defesa do Banco do Brasil e das entidades representativas no fortalecimento do banco foi ressaltada durante todo o encontro. Para Gustavo Tabatinga Jr., os ataques são grandes e o BB está dentro do contexto que o governo está preparando para a população. “Esse é um momento que não só as entidades sindicais, mas todas as entidades representantes do BB têm de batalhar e se unir para a luta em defesa dos direitos e do banco”, disse. 

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O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, que organiza o evento, Wagner Nascimento, defendeu o papel social das entidades do funcionalismo. “A defesa dessas entidades, criadas pelos funcionários, faz parte das nossas reivindicações. É importante resgatar a participação delas junto ao papel organizativo dos funcionários do Banco do Brasil”, disse.

De acordo com Reinaldo Fujimoto, a ANABB é uma das entidades que defendem o Banco do Brasil como útil para a sociedade. “Defendemos aquela instituição que realmente desenvolva o país, que briga pelas questões da Cassi (Caixa de Assistência aos Funcionários do Banco do Brasil) e Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil). Tivemos uma atuação forte no Congresso Nacional contra o Projeto de Lei 268, ainda não votado, mas que deve voltar à pauta ano que vem. Conseguimos junto com as outras entidades postergar essa questão.”

Mesmo com dificuldades e ataques recebidos diretamente do banco, as entidades lutam pela sua valorização, arrecadação de recursos e cumprimento de seu papel social. Segundo Carlos Alberto Guimarães, “o Banco do Brasil fez a comercialização do seguro, que agora vende a apólice individual. Estamos cobrando do banco outras formas para que consigamos arrecadar mais recursos para os nossos programas. Um deles, por exemplo, atende mais de 40 mil crianças de comunidades no país”, disse. 

Adelmo Vianna levantou a questão sobre as atribuições da Cassi com relação a inclusão dos PCDs no ambiente de trabalho, que são “incluídos” no banco apenas como forma de cumprimento de metas. “Essas pessoas são levadas para o ambiente de trabalho, mas o BB não dá a retaguarda necessária. Isso é muito complicado e essa demanda vai para a Cassi. O artigo 81 trata sobre o assunto e é de uma importância ímpar e nós temos de ter essa consciência”, afirmou. 

Para Fabiano Félix, é importante pensar em pontos extremamente relevantes para a compreensão dos riscos para o BB e para toda a indústria bancária. “O momento é importante para avaliar os temas e pensar nas formas de resistir e lutar. A integração dos funcionários às diversas associações vai nos manter unidos e vai permitir que a gente defenda as entidades representativas do banco”, finalizou. 

Após a mesa das entidades, delegados e delegadas aprovaram as reivindicações que integrarão a minuta específica específica dos funcionários do BB, entre elas:  

- melhoria das condições de trabalho nas agências com contratação de funcionários;

- melhoria dos escritórios digitais;

- defesa da Cassi;

- rejeição a proposta da consultoria Accenture, contratada pelo banco, que apresenta em seu relatório modelos de governança que incluem no nível diretivo gestores externos ao corpo de associados;

- rejeição da proposta do banco para a Cassi, que quebra a solidariedade e penaliza os menores salários;

- ampliar a lutar contra a resolução 23 da CGPAR;

- fortalecimento do BB como banco público;

- revisão da tabela PIP no Plano Previ Futuro para melhoria do benefício;

- incluir os planos de saúde e previdência dos bancos incorporados na mesa de negociação;

- acordo Coletivo para todos os funcionários sem a discriminação da nova lei trabalhista;

- manutenção da minuta de reivindicação dos funcionários do BB;

Wagner Nascimento comentou que o Congresso dos Funcionários com a participação de delegadas e delegados de todos os cantos do país expressa a consolidação dos debates feitos nos encontros regionais e assembleias de organização deste evento. “Nossa pauta específica é forjada nos debates envolvendo milhares de funcionários ao longo de toda a organização. Por isso, temos plena consciência que as reivindicações foram bem apresentadas e esperamos o respeito da parte do banco uma negociação produtiva sem perda de direitos e avanço nas questões que mais afetam os funcionários do BB.”

Moções e resoluções políticas

O 29º CNFBB aprovou moções e resoluções políticas apresentadas pela funcionários do BB, dentre elas: o apoio à posse de Paula Goto eleita na Diretoria de Planejamento da PREVI; a moção de repúdio contra as práticas antissindicais do Banco do Brasil e moção de repúdio ao gerente executivo João Gimenez, que fez ataques aos representantes eleitos nas entidades sindicais em sua página pessoal do Facebook; e moção de repúdio ao ataque e perseguição ao companheiro Sebastián Romero, que sofre perseguições na Argentina.



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