Campanha 2018

Caixa: PLR e PLR Social ameaçadas

Governo, através do CA da Caixa, impôs limitou distribuição de lucros ao teto de 6,25% do lucro líquido, o que pode reduzir o valor para menos da metade; Em negociação, representantes do banco afirmaram que não está autorizado o pagamento da PLR Social; Momento exige forte mobilização

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 27/07/2018 18:04 / Atualizado em 30/07/2018 11:35

Arte: Linton Publio

Está sendo preparado um verdadeiro golpe contra os empregados da Caixa. Por meio de decisão do Conselho de Administração, foi determinado que a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será limitada a 25% do valor pago ao Tesouro na forma de dividendos, que por sua vez representa 25% do lucro líquido do banco. Assim, o valor distribuído aos empregados seria limitado ao teto de 6,25% do lucro líquido do banco, o que acarretaria em um corte de mais da metade da PLR creditada aos trabalhadores.

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O posicionamento do banco é baseado na última mudança do seu estatuto, feita em 2017 pelo Conselho de Administração. Desde então, o pagamento da PLR deve seguir os preceitos legais, o que significa seguir a lei original da Participação nos Lucros e Resultados, promulgada no ano 2000 (lei 10.101). Hoje, o pagamento da PLR na Caixa consta do acordo coletivo firmado com os representantes dos trabalhadores, mas como se trata de um cálculo com muitas variáveis, a inclusão dessa cláusula no estatuto impedirá uma efetiva negociação e poderá resultar em controvérsias e perdas para os empregados do banco.

Para piorar, em mesa de negociação representantes do banco afirmaram que não está autorizado pelo governo o pagamento da PLR Social.

“Essa medida, que acarretará em uma drástica redução da PLR, é mais um golpe contra os empregados da Caixa desse governo ilegítimo que retira direitos e busca privatizar empresas públicas. Uma arbitrariedade sem precedentes, que se soma a outros tantos ataques contra os nossos direitos como a tentativa de acabar com o Saúde Caixa por meio das resoluções da CGPAR; o contencioso da Funcef, uma dívida da Caixa que é jogada nas costas dos trabalhadores; a intensificação da política de descomissionamentos; a recusa em garantir a não aplicação da reforma trabalhista, que retira direitos e precariza a relação de trabalho;  entre outros”, critica o diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Executiva de  Empregados da Caixa, Dionísio Reis. 

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“E o que já é ruim, pode piorar ainda mais caso a Caixa não pague a PLR Social, uma vez que em mesa de negociação o banco informou que não está autorizado o seu pagamento pelo governo. Seria o fim de um direito fundamental dos empregados, uma conquista da vitoriosa Campanha dos Bancários de 2010, que valoriza a papel social do trabalho exercido pelos empregados”, acrescenta.

O diretor do Sindicato destaca ainda que a única saída para evitar esse duro golpe nos direitos e no bolso dos empregados é a mobilização de todos, junto ao Sindicato e demais entidades representativas, na Campanha Nacional Unificada 2018.

“Essas medidas são resultado de um governo neoliberal e privatista e de um Conselho de Administração formado por agentes provenientes do mercado financeiro, que atenta contra a função pública do banco e os direitos dos trabalhadores. Nossa única saída para defender nossas conquistas históricas e a Caixa 100% pública é a forte mobilização de todos na Campanha Nacional Unificada. O Sindicato está entrando com tudo nessa briga. Precisamos de todos unidos e fortes na defesa dos nossos direitos. Para isso, estamos disponibilizando um link para os empregados deixarem seu contato para agendarmos reuniões nos locais de trabalho. O sigilo dos dados é absoluto”, conclama Dionisio.

Para solicitar o agendamento de uma reunião de esclarecimento e mobilização no seu local de trabalho, CLIQUE AQUI e deixe seu contato. O sigilo dos dados é garantido. 
 



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