Exploração e desemprego

No Brasil, Santander trata funcionários como de segunda classe

Sucursal brasileira responde por mais de um quarto do lucro global da instituição espanhola, mas continua impondo política de eliminação de postos de trabalho

  • Andréa Ponte Souza, Spbancarios
  • Publicado em 12/06/2017 06:50

Protesto do Sindicato por melhores condições de trabalho deflagrado na sede brasileira do Santander, em julho de 2016

Foto: Mauricio Morais

São Paulo – O Brasil é responsável pelo melhor resultado do Grupo Santander no mundo. Com um lucro recorde de R$ 2,280 bi no primeiro trimestre do ano (crescimento de 37,3% em 12 meses), a unidade brasileira responde por 26% do resultado global, ficando à frente do Reino Unido (17%) e da Espanha (16%).

E o que o banco espanhol devolve ao país onde ganha tanto? Desemprego! Em 12 meses, o Santander Brasil extinguiu 3.245 postos de trabalho.

“O banco demite pais e mães de família, privando-os de seu trabalho, seu sustento e sua dignidade. Em que pese a unidade brasileira ser a mais lucrativa do grupo em todo o mundo, o único local onde o Santander demite é no Brasil. É um desrespeito com os trabalhadores que são responsáveis pela maior parte de seu lucro global”, critica a diretora executiva do Sindicato e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE), Maria Rosani.
 



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