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Bola fora do Santander! Demissões e fechamento de agências motivam ‘sardinhada’ do Sindicato

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imagem mostra dirigentes perfiladas portando placas em frente a uma agência do Santander durante protesto

O Sindicato dos Bancários de São Paulo segue denunciando a eliminação de postos de trabalho e o fechamento de agências do Santander. Desta vez, uma unidade em Itaquera foi o palco do protesto.

A atividade realizada na terça-feira 16 consistiu em uma “sardinhada”, uma maneira descontraída de denunciar a precarização no atendimento e a sobrecarga de trabalho; e de cobrar contratações, fim das demissões em massa, melhorias no atendimento e valorização dos profissionais.

Com objetivo de potencializar os lucros, as demissões e o fechamento de agências causam a piora do atendimento e a sobrecarga de trabalho, que gera, ainda, adoecimentos nos trabalhadores.

“Nada justifica deixar a população desassistida, principalmente nos bairros mais periféricos. E nós, do movimento sindical, exigimos respeito com trabalhadores, clientes e comerciantes, que nos deram muito apoio durante a atividade; e com o movimento sindical, já que o banco se recusa a debater seriamente o problema conosco”, afirma Anderson Pirota, diretor da Fetec-CUT/SP e bancário do Santander.

Menos seis mil postos em um ano

A holding Santander encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 49.107 empregados, após eliminar 6.196 postos de trabalho em doze meses, dos quais 554 apenas no primeiro trimestre deste ano.

Em relação à estrutura física, o banco fechou 258 agências e 225 Postos de Atendimento Bancário (PABs) no mesmo período.

Por outro lado, de acordo com dados do Banco Central, a base de clientes cresceu em 3,4 milhões de pessoas em relação a março de 2025, alcançando 71,6 milhões de clientes.

“Os números do banco comprovam o cenário que causa piora ou até exclusão do atendimento bancário e a sobrecarga de trabalho. Ao invés de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o Santander escolhe penalizar os funcionários, ao reforçar uma política permanente de desvalorização; e os clientes, ao precarizar cada vez mais o atendimento”, denuncia Pirota.

“É inaceitável essa postura, essa bola fora. Cartão vermelho para o Santander. Nós exigimos o fim imediato de todas as demissões; e o respeito ao movimento sindical, trabalhadores e clientes”, finaliza o dirigente.

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