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Release: Bancos investem cerca de R$1 bilhão em publicidade no semestre e demitem mais de mil trabalhadores durante a pandemia

Além do Santander, Itaú e Bradesco aceleram o processo de demissões no país

  • Publicado em 13/10/2020 09:22

São Paulo - 05/10/2020 - Os três maiores bancos privados do país (Santander, Bradesco e Itau) descumprem acordo com o movimento sindical, firmado em março deste ano, e demitem mais de mil trabalhadores durante a pandemia. 

O Santander começou a demitir no mês de junho e já são 1063 trabalhadores; o Bradesco começou com o processo de demissão em outubro e dispensou mais de 70 trabalhadores no país e o Itaú já são mais de 200. 

"Os bancos estão tão preocupados com a sua imagem, mas esquecem que responsabilidade social é respeitar os trabalhadores e manter empregos durante uma pandemia mundial. Foram R$ 21,7 bilhões de lucro líquido somados (Itaú, Santander e Bradesco) no semestre, com o investimento de R$ 1,2 bilhão em publicidade e propaganda. Desenvolvem uma campanha para mostrar seu lado humano na pandemia, mas demitem funcionários durante a maior crise sanitária vivida pelo país neste século", questiona Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. "Mobilizamos todas as Comissões de Organização dos Empregados (COEs) e aguardamos um posicionamento dos três bancos sobre essas demissões. Cobramos mais transparência nos números de funcionários a serem atingidos pelas mudanças e que todos sejam realocados em outras áreas da instituição".

Bradesco - As demissões devem continuar nas próximas semanas. Somente em São Paulo foram 60 demissões. Em comunicado, intitulado “Concessão de Benefício Adicional no Desligamento”, o Bradesco informou que trabalhadores que forem comunicados da sua demissão sem justa causa, no período entre 21 de setembro e 30 de novembro, por iniciativa do Bradesco e empresas ligadas, terão os planos de saúde e odontológico mantidos por seis meses além do que prevê a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. No comunicado, o banco cita o “compromisso” do Bradesco em “apoiar e adotar medidas de enfrentamento à pandemia” e a “adoção do princípio de valorização de pessoas”.

 “Falar em apoiar medidas de combate à pandemia e em valorizar pessoas, ao mesmo tempo que demite seus funcionários é, no mínimo, desrespeitoso. O comunicado anuncia o “benefício” de manutenção dos planos de saúde e odontológico por seis meses a mais do que o banco é obrigado pela nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) como uma boa notícia. A pandemia não acabou. Estes trabalhadores demitidos pelo Bradesco, pais e mães de família, não vão encontrar recolocação no mercado neste momento, uma vez que os demais bancos não estão contratando", ressalta Ivone Silva. 

 Itaú - No país são cerca de 200 trabalhadores demitidos. Muitos bancários estão sendo demitidos por meio de aplicativos de reunião virtual, whatsapp e email, mostrando total despreparo e desumanidade do banco. 

“Essa demissão evidencia dois problemas graves no Itaú: o descaso da direção do banco, que não se importa em mandar para a rua centenas trabalhadores em meio a uma crise gravíssima que mantém 13 milhões de pessoas desempregadas, mas que não deixou o banco sequer perto de ter prejuízo – pelo contrário, continua obtendo lucros astronômicos – foram R$ 8 bilhões de lucro liquido somente no semestre", destaca Ivone. 

Santander - As demissões continuam no Santander, desde junho. Já são 1063 no país. Além das demissões, o banco mantém as convocações para o trabalho presencial sem negociação com o movimento sindical; aumenta a terceirização em algumas unidades (como o Vila Santander Paulista, em SP) e mantém um acordo de home office extremamente prejudicial para os bancários. 

 

 

 



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