Mobilização

Luta dos empregados conquistou e manteve Saúde Caixa no ACT

Com a intervenção da ANS na Cassi, assistimos a mais um episódio dos ataques aos planos de saúde; a luta dos empregados da Caixa por saúde será um dos principais eixos dos debates no 35º Conecef

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/07/2019 18:39

A mobilização e a luta em defesa do Saúde Caixa, um dos maiores planos do país no modelo de autogestão, tornam-se cada vez mais necessárias e importantes, principalmente após a intervenção da ANS na Cassi, instaurando o conselho fiscal na caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil. O Saúde Caixa, inclusive, é um dos principais eixos de debates do 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), que acontece nos dias 1º e 2 de agosto.

“O Saúde Caixa, diferente da Cassi, que é uma caixa de assistência e tem CNPJ próprio, tem sua gestão centralizada no banco. O modelo, resultado da negociação entre os trabalhadores e a Caixa, não pode ser destruído por um governo que pretende, além de enfraquecer os bancos públicos, acabar com a autogestão de seus planos de saúde, com o objetivo de entregar as vidas cobertas às operadoras privadas", salienta o diretor do Sindicato Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa, lembrando que o modelo de custeio do plano vem se demonstrando positivo para os trabalhadores e sustentável por eles, mas que, mesmo assim, é preciso muita atenção e cautela.

“A manutenção do Saúde Caixa nos últimos anos em ACT é uma importante conquista dos empregados, que devem ir além rechaçando qualquer arbitrariedade do governo. É preciso conquistar transparência e ter acesso finalmente às informações que formam o relatório atuarial da Caixa, que quer aumentar o custo aos trabalhadores. Por isso, os empregados devem estar cada vez mais mobilizados para lutar e resistir na defesa  da Caixa e de  seus direitos”, acrescenta Dionísio.

O dirigente acrescenta, ainda, que é importante que os empregados mantenham-se informados e sigam as orientações do Sindicato neste momento de ataques. “Direitos históricos conquistados por meio de muita luta estão ameaçados, vide o caso da Cassi e as resoluções CGPAR e suas consequências nos planos de autogestão”, finaliza.



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