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Esporte

7º Campeonato de Xadrez Luiz Gushiken contou com campeão invicto

Imagem Destaque
Vencedores do campeonato de Xadrez do Sindicato dos bancários 2026

Divulgação

Jogadas de tirar o fôlego, xeques geniais e saídas ousadas, o Campeonato de Xadrez 2026 transformou o Café dos Bancários em um completo lugar de silêncio. A tensão tomava conta do ambiente à medida que as seis rodadas de partidas avançavam ao longo da competição. Com o tic-tac dos relógios marcando o ritmo, jogadores encontravam outras gerações de enxadristas.

Com destaque para vencedores muito jovens, inclusive um atleta da categoria sub-16 que entrou para o top 8 geral da competição, o campeonato foi um espaço para ver uma nova geração assumindo os tabuleiros. Além de novos jogadores mirins, a sétima edição também contou com um bom número de participantes femininas, que dividiram espaço com as figurinhas já carimbadas do Campeonato de Xadrez Luiz Gushiken.

Karen Souza, secretária de Cultura, Esporte e Lazer do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, comentou  sobre o campeonato:

 "O campeonato de Xadrez é um marco do nosso sindicato porque une gerações, estimula o raciocínio e reafirma o lazer como direito e como tempo de qualidade. Ver jovens talentos e mulheres ocupando cada vez mais esse espaço nos enche de orgulho. Parabéns aos campeões e campeã, e a todos os competidores que fizeram desse campeonato um grande encontro de vida e estratégia."

Momento de memória

Relembrando a origem do torneio, a sétima edição fez questão de pontuar uma das razões para o batismo do torneio de Xadrez com o nome do ex-presidente sindical Luiz Gushiken.

 Em 28 de abril de 1980, Luiz Gushiken, então vice-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Herbert Carvalho, campeão paulista de xadrez; e Genésio dos Santos, à época funcionário do Banco do Brasil; foram presos por agentes da ditadura durante uma simultânea de xadrez realizada pela entidade para arrecadar dinheiro para o fundo de greve dos metalúrgicos do ABC. Na ocasião, toda a diretoria do Sindicato daquela categoria, incluindo o seu presidente, Luiz Inácio da Silva, o Lula, estava presa no Dops, em São Paulo.

O local escolhido para a disputa foi a Praça Antônio Prado, no coração do chamado “centro bancário” da capital. Próximo da hora do almoço, tabuleiros de xadrez foram dispostos na praça para quem topasse desafiar, além de Herbert Carvalho, o então vice-campeão brasileiro Cícero Braga. À época, o Sindicato dos Bancários usava o xadrez em algumas campanhas, inclusive para conversar com bancários dentro das agências e sindicalizá-los.

Os vencedores

Garantindo a melhor colocação geral e o prêmio de melhor jogador, Cledson de Jesus venceu o campeonato e conquistou o Troféu Luiz Gushiken de forma invicta, acumulando cinco vitórias e um empate, este conquistado apenas na última partida. Cledson desponta como o nome a ser batido na próxima edição e, inclusive, foi desafiado por participantes que acompanhavam a premiação.

Com cinco vitórias e uma derrota, a segunda colocação ficou com Bruno de Paula, que garantiu o vice-campeonato na partida final. Já o terceiro colocado foi Bruno de Assis Wolff, que garantiu o pódio com quatro vitórias, um empate e uma derrota.

Top 10

1º – Cledson de Jesus

2º – Bruno de Paula

3º – Bruno de Assis Wolff

4º – Rafael de Araújo Farris

5º – Pedro Gigek Freire

6º – Marcos Correia Santos

7º – Henrique Paulino

8º – Tomas de Andrade

9º – Wilton Yokomizo

10º – Enzo Tsukada Xavier

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