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Chapéu
100% Pública

Embu das Artes e o Brasil precisam da Caixa!

Linha fina
Sindicato e Apcef/SP estiveram no município da Grande São Paulo nesta quinta-feira 24 conversando com a população sobre a importância do banco público para a cidade e alertando dos malefícios contidos na MP 995, que fatia e privatiza a Caixa
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Foto: Seeb-SP

Das 12 agências bancárias de Embu das Artes, município a oeste da Grande São Paulo, quatro (um terço) são da Caixa, banco responsável tanto pelo pagamento do auxílio emergencial quando indutor do desenvolvimento econômico e social daquela cidade e de milhares de outras no Brasil. Para conversar com a população local sobre este papel fundamental da Caixa, dirigentes do Sindicato e da Apcef/SP estiveram em Embu das Artes nesta quinta-feira 24 em uma atividade ao lado da vereadora Rosângela Santos (PT) e do dirigente licenciado do Sindicato Amauri Silva (fotos abaixo).

O Sindicato e a Apcef/SP também alertaram dos malefícios contidos na Medida Provisória 995 (MP995), que permite o fatiamento e a consequente privatização da Caixa, e cobrou respeito aos empregados do banco público. A população de Embu das Artes chegou a aplaudir a defesa da Caixa, no dia em que o processo de IPO da Caixa Seguridade foi adiado em razão da pressão dos empregados.

O dirigente André Sardão, empregado da Caixa, lembra que, no Brasil, 90% da moradia popular é financiada pela Caixa. E que, em Embu das Artes, o banco responde por 94,4% do crédito imobiliário. Ele acrescenta que a cidade tem 15.506 famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, as quais recebem mensalmente o benefício por meio do banco público.

“Tanto aqui quanto nos demais municípios brasileiros, o auxílio emergencial é pago exclusivamente pela Caixa, que também faz o pagamento do Bolsa Família, do FGTS para os trabalhadores, do seguro-desemprego etc.”, ressalta o dirigente. “Nossa luta é a luta da sociedade brasileira por uma Caixa 100% Pública e contra a MP 995 do governo Bolsonaro. É para que a população que mais necessita continue recebendo os R$ 600 de auxílio-emergencial do governo até o final da pandemia, é para que a Caixa continue à frente do seu papel social!”, acrescenta Sardão.

O dirigente também lembra que a Caixa, que em 2014 chegou a ter mais de 101 mil empregados, fechou o ano de 2019 com apenas 84.006. “Queremos mais contratações, para diminuir a sobrecarga de trabalho dos empregados e atender melhor a população!”, finaliza.