Os bancários e financiários do Santander aprovaram, com 97,60% dos votos favoráveis, duas propostas de acordos coletivos de trabalho em assembleia virtual realizada nesta sexta-feira, 6 de novembro. Os acordos garantem avanços no Programa Próprio de Participação nos Resultados Santander (PPRS), nas bolsas de estudo e nos direitos dos trabalhadores com deficiência (PCDs).
Foram aprovados o Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 e o Termo de Relações Laborais e Prestação de Serviços Financeiros, com vigência de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028, além do acordo que regulamenta o PPRS para os exercícios de 2026 e 2027.
Confira as principais conquistas da proposta:
- PPRS: Mesmo diante da queda no lucro do Santander, a negociação coletiva garantiu o pagamento mínimo de R$ 3.880,84 aos trabalhadores elegíveis ao PPRS de 2026. Sem essa conquista, a projeção de pagamento seria de aproximadamente R$ 3.357,67.
- Bolsas de estudo: Foram garantidas 2.500 bolsas, agora também destinadas à segunda graduação, segunda pós-graduação e segundo MBA. O programa passa a contemplar cursos de Ciência de Dados, Inteligência Artificial, Cibersegurança, Engenharia de Computação e Engenharia de Software. Além disso, 10% das bolsas serão reservadas aos trabalhadores com deficiência.
- Plano de saúde: Os trabalhadores com deficiência terão direito à isenção de coparticipação no plano de saúde também durante afastamentos previdenciários ou acidentários, benefício que não estava previsto no acordo anterior.
“Agradecemos a todos os bancários e financiários do Santander que participaram da assembleia e aprovaram os acordos. A negociação coletiva garantiu avanços importantes, como a manutenção do valor mínimo do PPRS, apesar da queda no lucro do banco; a ampliação das bolsas de estudo, com novos cursos e segundas formações; e a conquista de mais direitos para os trabalhadores com deficiência. Esses resultados demonstram a importância da participação dos trabalhadores e da negociação coletiva. Seguiremos mobilizados na defesa dos empregos e dos direitos da categoria”, afirma Ana Marta Lima, diretora executiva do Sindicato e coordenadora da COE Santander.