A Caixa Econômica Federal colocou em funcionamento o Rede Responde #2188, canal interno que possibilitará às unidades da rede de varejo normalizar a digitalização dos Termos de Adesão de aplicações em fundos de investimento efetivadas no segundo semestre de 2025.
A medida atende algumas das cobranças apresentadas pelo Sindicato dos bancários de São Paulo, por meio da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Fenae.
No total, 656 unidades tinham termos pendentes de digitalização no sistema interno (SICTD). A ausência desses registros vinha impactando diretamente o indicador SISNS, e consequentemente penalizado a habilitação no programa Super Caixa, deixando equipes inteiras sem o recebimento das comissões de vendas de produtos de seguridade.
Prazo para adequação
Termina em 13 de fevereiro, às 18h, o prazo para as unidades digitalizarem todos os documentos físicos, informarem a data da digitalização, ou justificarem alguma impossibilidade, e adotarem as providências necessárias para regularização.
Luiza Hansen, diretora do Sindicato e representante da Fetc-CUT/SP na CEE/Caixa, lembra que os trabalhadores cumpriram suas funções, atenderam o público, comercializaram produtos e alcançaram os resultados esperados.
“Não seria justo que ficassem sem o devido reconhecimento por conta de um erro operacional de registro. A abertura do Rede Responde é resultado direto da mobilização, das cobranças das entidades representativas e da atuação da nossa conselheira no Conselho de Administração.”
Demanda partiu das unidades
A representante dos empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a demanda surgiu diretamente das unidades. “Recebemos inúmeros relatos de colegas que tinham atingido seus objetivos, mas viram a pontuação zerada por causa da não digitalização dos termos. Levamos essas situações para a direção do banco e insistimos na correção. Essa medida recoloca muitas agências na apuração e amplia a possibilidade de recebimento da premiação.”
Chico Pugliesi, diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa, ressalta que desde o lançamento do Super Caixa, o Sindicato vem questionando a Caixa sobre o regulamento injusto e que penaliza os empregados.
“Ao final do semestre, quando as equipes começaram a perceber as distorções não corrigidas nos indicadores SISNS e CSAT, as reclamações se intensificaram. A partir daí houve uma cobrança sistemática até o banco reconhecer o problema. É uma vitória parcial, mas importante, porque valoriza quem de fato constrói os resultados da empresa.”
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que a medida beneficia diretamente os empregados e as próprias unidades. “Muitas agências ficariam injustamente fora do Super Caixa. A correção amplia o reconhecimento do esforço coletivo e mostra que a pressão organizada dos trabalhadores gera resultados concretos.”
Melhoria pontual e negociações devem prosseguir
O Sindicato reconhece que a abertura do Rede Responde representa um avanço, mas enfatiza que a situação evidencia problemas estruturais do próprio programa.
“A solução dos problemas relacionados ao SISNS corrige um aspecto pontual, mas as regras do Super Caixa ainda não valorizam adequadamente o esforço das equipes. É fundamental que a Caixa discuta com o Sindicato, de forma transparente, os critérios que regem o programa. Defendemos normas claras e previsíveis, com uma premiação que reflita o trabalho efetivamente realizado nas unidades. Esse debate precisa contar com a participação dos trabalhadores, e por isso continuaremos cobrando”, afirma Luiza.
“A abertura do Rede Responde evidencia que as distorções existem e podem ser ajustadas. No entanto, também é indispensável que a Caixa reveja o indicador CSAT, que não representa fielmente a qualidade do atendimento prestado pelos empregados, pois apresenta falhas sistêmicas na apuração. Além disso, é preciso avançar na construção de regras mais justas e transparentes”, acrescenta Chico.
Para Sergio Takemoto, a experiência reforça o papel da representação coletiva. “A correção só aconteceu porque houve organização, pressão e diálogo institucional. O próximo passo é aprimorar o programa para evitar novas injustiças.”
As entidades orientam que as unidades verifiquem imediatamente a existência de pendências e realizem a regularização dentro do prazo estabelecido pela Caixa.