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Caixa parada, trabalhadores em movimento

Linha fina
Em Dia Nacional de Luta, Sindicato protesta contra desrespeito do banco com empregados e dá o recado: se não contratar, a pressão vai aumentar!
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São Paulo – Ninguém arredou pé! Os atos pelo Dia Nacional de Luta em todo o país na quarta-feira 2 foram fortes e a pressão vai aumentar se a Caixa não contratar. Em São Paulo, o Sindicato, Fetec/CUT-SP e Apcef-SP paralisaram das 5h às 12h as atividades do prédio do Brás (foto), no Largo da Concórdia, onde estão cerca de 1,6 mil trabalhadores.

> Vídeo: ato por direitos e papel social
> Fotos: galeria do Dia Nacional de Luta

O banco descumpre o acordo que previa contratação de mais 2 mil bancários até dezembro de 2015, implementou o novo Plano de Apoio a Aposentadoria (PAA) e ainda promete realocar, por meio de uma reestruturação, empregados de áreas-meio para agências, o que não resolve o problema da sobrecarga.

A população apoiou. “Todos entenderam a importância, a Caixa é do povo”, destacou Dionisio Reis, diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa. O Dest (Departamento de Coordenação e Governança das Estatais, subordinado ao Ministério do Planejamento) já havia aprovado que a Caixa chegasse a 103 mil empregados se tivesse cumprido o acordo das novas contratações. Agora, a Caixa quer reduzir para 95 mil trabalhadores.

“A gestão privatista da Caixa vem praticando várias mazelas: negou redução da cobrança dos assistidos de 20% para 15% no Saúde Caixa, retirou o adiantamento odontológico para quitar intervenções não cobertas pelo Saúde Caixa, entre outras. Enquanto lutamos por contratações, a direção do banco abre sua caixa de maldades: menos empregados, menos atendimento ao público, menos funções e mais pressão. Tudo sob a ameaça da privatização. Não vamos aceitar.”

Mobilização – Participe da mobilização colhendo assinaturas para o abaixo-assinado por mais contratação na Caixa. Depois, é só colocar a lista de assinaturas no malote para Apcef SP/Sindical.

> Cinco motivos para aderir a abaixo-assinado

PLR – O Sindicato cobrou da Caixa que o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) seja feito até sexta 4. O acordo específico do banco prevê que o crédito pode ser feito até 31 de março.

> Empregados querem saber da PLR 

A PLR na Caixa é composta pela regra básica da Fenaban – 90% do salário mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92 – mais valor adicional de 2,2% do lucro líquido dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 4.043,58, acrescidos da PLR Social, que corresponde a 4% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os trabalhadores. Em novembro de 2015 os empregados receberam o equivalente a 60% do total. O que será creditado em março será a diferença.


Gisele Coutinho – 2/3/2016

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