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Apresentação do balanço

Sindicato reafirma defesa da Caixa 100% pública e dos empregados em apresentação do balanço

Sindicato e Apcef cobraram fortalecimento da Caixa para o desenvolvimento do Brasil e melhores condições de trabalho; Representantes dos empregados também denunciaram medidas de desmonte do banco em favor do sistema privado

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/03/2019 18:05 / Atualizado em 29/03/2019 18:29

Foto: Seeb-SP

Dirigentes do Sindicato e Apcef-SP estiveram presentes na apresentação do balanço de 2018 que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, fez aos funcionários do banco nesta sexta-feira 29. Durante o evento, os representantes dos empregados realizaram ato em defesa da Caixa 100% Pública, da sua função social, dos direitos dos empregados e contra o fatiamento do banco público.

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Os trabalhadores questionaram o presidente da Caixa sobre movimentos da sua gestão que visam o enfraquecimento do banco público e da sua função social como, por exemplo, a venda de ativos importantes, que serão negociados até mesmo na bolsa de Nova Iorque; a argumentação absurda da suposta dívida de R$ 40 bilhões com o Tesouro, que deprecia o banco; e o aumento de provisionamento do 4º trimestre em relação ao 3º trimestre de 2018, de 89%, que reduziu o lucro.  

Pedro Guimarães deu respostas evasivas aos questionamentos dos trabalhadores e se limitou a repetir frases de efeito. 

“Imagine que você tenha a intenção de vender seu carro e, antes de negociar a venda, fique anunciando que a lataria está toda amassada, mesmo que isso não corresponda a verdade. Essa é a lógica depreciativa que Pedro Guimarães aplica no comando da Caixa, em favor dos interesses dos bancos privados”, critica o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis. 

Coletiva de imprensa 

Após o evento com os empregados, Pedro Guimarães e sua equipe seguiram para a apresentação do balanço em coletiva de imprensa, na qual reforçou mais uma vez a intenção de fatiar o banco público com a venda de ativos importantes como Asset, Cartões, Seguros e Loterias.

“O acesso ao mercado de capitais eu vejo como muito positivo. O BB Seguridade dobrou de lucro um ano antes e um ano depois de abrir o capital. O IRB mais que dobrou um ano antes para um ano depois. Eu penso que é inadmissível que a Caixa não tenha um adquirente. Estimamos que a Caixa perca R$ 1 bilhão por ano por não ter um adquirente. E a pergunta é porque a Caixa não tem um adquirente. Se você tivesse a abertura de capital da Caixa Cartões, seria muito mais difícil a Caixa não ter um adquirente. A Caixa, como banco social, não ter um cartão de crédito consignado, que é a menor taxa. A abertura de capital reforça a base de receita, a base de lucro, que é fundamental para a Caixa”, declarou Pedro Guimarães ao responder se a saída da Caixa do Conselho Curador do FGTS e a elevação do PDD em 89% do 4º trimestre em relação ao 3º trimestre de 2018 não tornaria incoerente o discurso de venda de ativos, inclusive na bolsa de Nova Iorque.

 

 

O presidente da Caixa revelou ainda o cronograma para a abertura de capital de ativos. Cartões e Seguridade no segundo semestre de 2019 e Loterias e Asset no primeiro semestre de 2020.

“Esses movimentos sequenciados, com a saída da Caixa do Conselho Curador do FGTS e a estratégia de venda de ativos lucrativos do banco, inclusive na bolsa de Nova Iorque, são incoerentes com o discurso de fortalecimento da Caixa. Os empregados e todo o conjunto da sociedade devem estar mobilizados para barrar esse fatiamento Nossa luta é por uma Caixa 100% Pública, que fortaleça sua função social para o desenvolvimento do país, e não o contrário”, conclui Dionísio.



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