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PLR

Sindicato cobra reconhecimento dos empregados e defesa da Caixa

Direção intensifica processo de sucateamento do banco; movimento sindical exige respeito aos empregados em negociação e vai organizar greve dos trabalhadores

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 03/04/2017 19:53 / Atualizado em 05/05/2017 16:36

Movimento sindical não vai permitir a escalada desse ataque contra um patrimônio do povo brasileiro

Foto: Mauricio Morais

São Paulo – Os empregados da Caixa estão perplexos com a diferença grotesca entre a projeção e o resultado que balizou a distribuição da PLR. Além disso, a direção do banco anunciou o fechamento de até 120 agências e a retirada de direitos dos trabalhadores, como o modelo de custeio do Saúde Caixa. 

O Sindicato organiza a resistência contra o processo de desmonte da Caixa e os ataques aos diretos dos trabalhadores promovidos pelo atual governo. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reunirá com a direção do banco nesta sexta-feira 7 para cobrar que o pagamento da PLR leve em conta o lucro líquido recorrente de R$ 4,967 bilhões e não o lucro líquido contábil de R$ 4,137 bilhões.

Utilizando o lucro líquido recorrente, para melhor reconhecer os empregados, tanto a PLR adicional quanto a PLR Social teriam aumento de cerca de 20%, e a regra básica também teria seu valor elevado.

A direção da Caixa emitiu comunicado contraditório culpando a greve, a recessão econômica e o fim do benefício de crédito tributário para justificar o valor desprezível da segunda parcela da PLR creditada no dia 30, mesmo após alegar que tudo estava bem durante apresentação de balanço. 

“Além de pagar um valor absurdo na PLR utilizando uma projeção de R$ 7 bilhões quando o lucro real foi de R$ 4,1 bilhões, o banco solta um comunicado culpando a longa greve do ano passado causada pela intransigência dos bancos em aceitar negociar um reajuste salarial digno”, afirma o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis. “É uma argumentação ridícula, porque a Caixa apresentou aumento do resultado operacional da ordem de 270% no ano passado”, acrescenta.

A CEE/Caixa também cobrará esclarecimentos sobre o fechamento de agências e declarações do presidente a respeito de mudanças no Saúde Caixa.  “Não há nem o que ser discutido sobre o Saúde Caixa. O banco não pode mudar unilateralmente as regras do plano porque o acordo coletivo determina o modelo de custeio: 70% para a Caixa e 30% para os empregados”, argumenta Dionísio.

Na reunião será mais uma vez reivindicada a implementação urgente das alterações discutidas no RH 184; a retomada do processo seletivo interno para os cargos de auxiliar, assistente e supervisor, suspenso no dia 9; e explicações sobre a mudança do instrumento de assédio moral no banco.

Resistência – Desde 31 de março, quando mais de 70 mil protestaram contra o governo Temer em São Paulo, os representantes dos empregados estão realizando votações nos locais de trabalho a fim de definir a adesão da categoria na greve geral do dia 28 de abril contra as reformas da Previdência, trabalhista, a lei da terceirização, e em defesa dos bancos públicos.

Além disso, dirigentes sindicais têm realizado protestos em agências localizadas em sua base que operam sobrecarregadas devido a falta de empregados para denunciar à população o processo de desmonte da Caixa.

 

 

Os bancários podem denunciar a sobrecarga em suas unidades por meio do canal Assuma o Controle ou pelo Whatsapp (11) 97593 7749. O sigilo é absoluto. 

No dia 10 de abril, o Sindicato promove seminário em defesa dos bancos públicos, quando será lançada cartilha elaborada pelo professor de Economia da UFRJ João Sicsú.

“A Caixa é altamente lucrativa. Desde 2002 vem obtendo lucro e crescendo justamente porque o governo, que é o único acionista, vinha investindo na sua capitalização objetivando a ampliação do crédito e a expansão das políticas sociais. Os aportes do governo são necessários para que a Caixa continue a cumprir seu papel de combate a desigualdade e de promoção do bem estar da população e, consequentemente, aumente seu lucro”, enfatiza Dionísio.

“Quando se parte da premissa de que o governo não vai capitalizar a Caixa, como já declarou o atual presidente, Gilberto Occhi, e ainda por cima corta milhares de postos de trabalho, sinaliza investir contra o Saúde Caixa, e diz que vai promover  o fechamento de agências, fica claro que o caminho adotado é o sucateamento do banco visando seu enfraquecimento a fim de favorecer a concorrência dos bancos privados, a quem não interessa a atuação social. O movimento sindical não vai permitir a escalada desse ataque contra um patrimônio do povo brasileiro”, afirma Dionísio.



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