Mesa de Negociação

Sindicato cobrará direção da Caixa em reunião no dia 12

Comissão Executiva dos Empregados levará para negociação questões prioritárias como protesto contra retirada da Caixa do Conselho Curador do FGTS; mais transparência no Saúde Caixa; contratações já; possibilidade de opção ao intervalo de 30 minutos; e esclarecimentos sobre o balanço 2018

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 09/04/2019 19:37 / Atualizado em 19/06/2019 17:36

Foto: Maurício Morais / Seeb-SP

O Sindicato irá se reunir com a direção Caixa, em mesa permanente de negociação, na sexta-feira 12. Entre os principais pontos que serão apresentados pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) estão: protesto contra retirada da Caixa do Conselho Curador do FGTS; mais transparência no Saúde Caixa; contratações já; possibilidade de opção ao intervalo de 30 minutos; e esclarecimentos sobre o balanço de 2018.

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FGTS

O Sindicato cobra da Caixa um posicionamento sobre sua saída do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), por meio do decreto 9.737/19, publicado em 26 de março no Diário Oficial da União.

“A Caixa nem mesmo se posicionou, sequer soltou uma nota, sobre a sua saída do Conselho Curador do FGTS. Esse movimento pode indicar que a Caixa, sob ordens do atual governo, está se distanciando da gestão do fundo e passando essa atribuição para o sistema privado, colocando em risco investimentos sociais e recursos dos trabalhadores.  Portanto, é necessário que o banco se manifeste o quanto antes, de forma oficial, sobre esse tema”, avalia o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Saúde Caixa

Os empregados cobram resposta da direção da Caixa sobre o Ofício 08218, que reforça a cobrança por transparência nas informações sobre o plano. Além disso, será reivindicada a imediata efetivação dos Comitês do Saúde Caixa, por Gipes e Repes, com coordenação da CEE/Caixa e GT Saúde Caixa.

Contratações já

A representação dos empregados obteve o compromisso da presidência da Caixa de que existe a possibilidade de contratar até pelo menos o limite imposto pela regra atual, de 87 mil empregados. “Nosso objetivo é firmar esse compromisso de contratações em mesa permanente de negociação”, informa Dionísio.

Intervalo de 30 minutos

O sindicato cobra da direção da Caixa que apresente o modelo de implantação do intervalo de 30 minutos para jornada de 6 horas, mantendo os 15 minutos intrajornada. No caso de hora-extra, possibilitando a opção de 30 minutas a 2 horas de almoço.

“A ampliação para 30 minutos foi uma conquista para muitas trabalhadores, em unidades sobrecarregadas, nas quais os empregados não estavam conseguindo fazer o intervalo de 15 minutos, onde não se batia o ponto. Por isso, reivindicamos mais contratações já. Assim, a exigência de registrar ponto e realizar os 30 minutos é importantíssima para a saúde do trabalhador. Já em unidades, que possuem condições de trabalho melhores, o trabalhador poderia optar pelo intervalo de 15 minutos. Portanto, vamos reforçar nossa reivindicação, já apresentada em dezembro, de que o intervalo de 30 minutos seja opcional para o empregado que não realizar hora-extra”, explica Dionísio.

Balanço

A representação dos trabalhadores cobra que a direção da Caixa exponha os pormenores que levaram a imposição de “prejuízo” para o banco no quarto trimestre de 2018, que reduziu o lucro anual.

“Vimos no balanço um resultado amparado em tarifas e juros altos, com redução da oferta de crédito e consequente perda de mercado pela Caixa. Soma-se a isso um aumento de provisionamento de 89% do 4º trimestre em relação ao 3º trimestre de 2018. Ao mesmo tempo, o presidente do banco anuncia sempre que pode a venda de ativos extremamente lucrativos. É preciso que explique aos empregados qual a sua estratégia, uma vez que ela aparenta ser apenas o enfraquecimento do banco, da sua função social e, por fim, a sua privatização aos pedaços”, conclui Dionísio.

Outros temas

Também serão discutidos os seguintes pontos: abertura e fechamento de agências; melhoria das condições de trabalho dos tesoureiros; cobrança para que atuais GAN PJ, descomissionados como gerentes PJ, retornem a função e fim dos PSI (Processo Seletivo Interno) para gerente PJ nessas SRs; fim do limite dotação de HE, especialmente em agências onde faltam empregados; fim do impedimento de empregados de agências ditas não doadoras em PSI; agências digitais (HE dos gerentes gerais e obediência à NR 17 e aos requisitos do teleatendimento); reflexo das greves de 2017 para os que se aposentaram; e situação dos representantes de marketing das SRs.
 



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