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Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

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Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

O avanço do fechamento de agências bancárias no Brasil tem provocado impactos profundos não apenas para os trabalhadores do setor, mas também para milhões de clientes que dependem do atendimento presencial, especialmente pessoas com deficiência, idosos e cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

Dados do Banco Central e do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontam que o número de agências bancárias caiu 37% em dez anos. Desde 2015, 638 municípios brasileiros ficaram sem qualquer unidade bancária, deixando cerca de 6,9 milhões de pessoas desassistidas. Atualmente, 2.649 cidades, o equivalente a 48% dos municípios do país, não contam com atendimento presencial, realidade que afeta aproximadamente 19,7 milhões de brasileiros.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que abrange a capital paulista e outros 16 municípios da Grande São Paulo, o cenário também preocupa: entre 2015 e 2025, 48% das agências foram fechadas. Para o Sindicato, a redução da rede física representa um grave retrocesso social e amplia barreiras de acesso aos serviços bancários.

Entre os principais problemas apontados estão a falta de acessibilidade dos aplicativos e plataformas digitais para todas as pessoas com deficiência, a dificuldade de idosos em utilizar canais eletrônicos e o aumento da vulnerabilidade a golpes e fraudes. Além disso, parte da população sequer possui aparelho celular, acesso à internet ou familiaridade com tecnologias digitais.

A situação também dialoga diretamente com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que estabelece o direito à acessibilidade e à participação plena das pessoas com deficiência em igualdade de condições com as demais. A legislação determina que serviços oferecidos ao público devem garantir acesso adequado, seguro e inclusivo, incluindo atendimento acessível e eliminação de barreiras de comunicação e tecnologia.

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, critica a lógica de fechamento das unidades e ressalta que o atendimento humano continua sendo essencial para grande parte da população.

“Os bancos não podem transferir toda a responsabilidade do atendimento para os canais digitais e ignorar milhões de brasileiros que dependem das agências físicas. As pessoas com deficiência, os idosos e a população mais vulnerável têm direito a um atendimento acessível, humano e de qualidade. O fechamento indiscriminado de agências aprofunda a exclusão social e desrespeita princípios garantidos pela Lei Brasileira de Inclusão”, afirma Neiva.

Diante desse cenário, o Sindicato lançou a campanha “Eu Quero Mais Agências”, que inclui um site e um abaixo-assinado para mobilizar trabalhadores e clientes em defesa da ampliação da rede de atendimento bancário presencial. A iniciativa busca pressionar os bancos a interromperem o fechamento de unidades e garantir atendimento digno e acessível à população. Participe e contribua com essa luta!

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