A Caixa Econômica Federal decidiu exigir a compensação das horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, contrariando o pedido do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Uma verdadeira bola fora que gerou insatisfação entre os empregados do banco.
A postura difere da adotada por Bradesco e Itaú, que optaram pelo abono das horas para permitir que os trabalhadores acompanhassem as partidas sem prejuízos.
A cobrança da compensação pode afetar diretamente os bancários caso o Brasil avance para a fase eliminatória da competição. No dia 29 de junho, uma segunda-feira, a Seleção entrará em campo às 14h caso termine a fase de grupos na liderança de sua chave, horário que coincide com o expediente bancário. Se a classificação ocorrer em segundo lugar, a partida será disputada às 22h.
Para o dirigente sindical Chico Pugliesi, a decisão da Caixa demonstra falta de sensibilidade com os trabalhadores: “É uma medida antipática, principalmente porque outros bancos compreenderam a importância desse momento para os empregados e optaram pelo abono das horas. A Caixa poderia ter adotado a mesma postura, valorizando seus trabalhadores em vez de impor mais uma obrigação.”