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Santander exige compensação de horas durante jogos da Seleção e frustra bancários

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Santander exige compensação de horas durante jogos da Seleção e frustra bancários

A decisão do Santander de exigir a compensação das horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 provocou forte insatisfação entre os bancários. A medida contrasta com a postura adotada por outras instituições financeiras, que optaram pelo abono das horas para permitir que seus empregados acompanhassem as partidas sem prejuízos.

A cobrança da compensação poderá impactar diretamente os funcionários caso o Brasil avance para a fase eliminatória da competição. No dia 29 de junho, uma segunda-feira, quando será disputada a fase de 16 avos de final, a Seleção jogará às 14h caso termine a fase de grupos na primeira colocação, horário que coincide com o expediente bancário. Se avançar em segundo lugar, a partida ocorrerá às 22h.

“A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto os demais grandes bancos compreenderam a importância de permitir que seus funcionários acompanhassem os jogos da Seleção Brasileira sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas. É uma postura que ignora um momento de integração e descontração vivido por todo o país e que gera indignação entre os trabalhadores. Em vez de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o banco escolhe penalizar os funcionários e reforçar uma política permanente de desvalorização”, criticou Ana Marta Lima, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Segundo Ana Marta, a reivindicação apresentada pela representação dos trabalhadores era justamente pelo abono das horas para evitar qualquer prejuízo aos bancários. “Os funcionários já convivem com metas elevadas, redução de quadros e aumento constante da sobrecarga de trabalho. Exigir compensação por um período tão curto, em um evento que mobiliza todo o país, acaba frustrando a expectativa dos trabalhadores”, acrescentou.

O dirigente sindical André Bezerra também criticou a postura da instituição financeira, destacando que a medida reforça um histórico de falta de reconhecimento aos empregados.

“O Santander mais uma vez demonstra que não reconhece o esforço diário dos seus trabalhadores, responsáveis pela entrega de metas e pelos resultados que garantem os lucros do banco. A exigência de compensação durante a Copa do Mundo é mais um exemplo de uma política que, em vez de valorizar quem produz esses resultados, acaba impondo punições e ampliando o sentimento de desrespeito entre os funcionários que se dedicam o ano inteiro”, afirmou Bezerra.

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