O Sindicato encaminhou manifestação formal à direção da instituição após receber relatos de desligamentos realizados na terça-feira (2)
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander cobrou, na quarta-feira (3), do banco a suspensão imediata de um processo de demissões em massa que estaria atingindo trabalhadores em diversas regiões do país.
A representação dos empregados encaminhou manifestação formal à direção da instituição após receber relatos de desligamentos realizados na terça-feira (2), especialmente envolvendo trabalhadores do cargo de G.A Gerente de Atendimento.
Os desligamentos ocorreram sem qualquer comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores, desrespeitando o compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A preocupação da representação dos trabalhadores é ainda maior porque o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, o Sindicato questionou rumores sobre a extinção do cargo de Especialista de Atendimento. De acordo com os representantes dos empregados, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais.
Para a diretora do Sindicato e coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos”. Ela destaca ainda que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva”.
Um dos representantes da COE em São Paulo, o diretor do Sindicato André Bezerra, verificou que o Santander mandou embora os trabalhadores com mais tempo de casa, com mais idade e maior salário. "Algumas agências possuem a função de G.A devido à demanda operacional da unidade, porém o banco não aproveitou esses trabalhadores para atender as agências que vivem lotadas, com poucos funcionários, com filas e filas de espera. Essas agências que perderam esses profissionais vão continuar com atendimento à população indo de mal a pior.”
O Sindicato aguarda uma manifestação formal do Santander e reforça que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco.