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Chapéu
Sindicato

Nova atividade dos bancários, na segunda-feira

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Os bancários, que rejeitaram a proposta dos banqueiros em ato hoje (23), pela manhã, na Cidade de Deus, fazem nova atividade nesta segunda, dia 26, pelas ruas do Centro. O protesto pretende tratar com bom humor os 4% oferecidos pela Fenaban na quarta rodada de negociação no último dia 20.

“Banqueiros” fantasiados oferecerão banana aos clientes e bancários do Centro, como forma de retratar o tratamento dispensado aos trabalhadores, com o índice oferecido, e o péssimo atendimento prestado ao público.

“Esperamos que os banqueiros mantenham o nível. Os bancários estão fazendo atividades pacíficas, alegres. Acionar a Polícia Militar como fez hoje o presidente da Fenaban e do Bradesco, Márcio Cypriano, é abusar da truculência”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. O dirigente lembra que logo pela manhã, um oficial de Justiça chegou à atividade dos bancários, na Cidade de Deus, acompanhado pela PM, tentando coibir o direito de livre manifestação dos trabalhadores.

A Fenaban foi informada na quinta, 22 (veja ofício anexo), sobre a rejeição da proposta pela assembléia realizada na noite de 21/9. Até agora, no entanto, não marcou uma nova rodada de negociação. Enquanto isso, os bancários estão em estado de greve, ou seja, podem parar a qualquer momento. No dia 28, fazem paralisação de 24 horas. Caso não seja apresentada nova proposta, os bancários decidem, em Encontro Nacional no dia 1º de outubro, se entram em greve por tempo indeterminado a partir de 6/10.

Na rua – A partir deste sábado, com o início da primavera que os bancários querem conquistar, dezenas de outdoors serão espalhados pelas principais vias da cidade (Censurado: #$¨@**&/#<@##¨#!*&>@?|}#). Com a frase “#$¨@**&/#<@##¨#!*&>@?|}#”, o outdoor traz as imagens dos presidentes dos principais bancos do país. “Queremos mostrar à população quem são os culpados pelos possíveis transtornos provocados por uma greve que os banqueiros estão obrigando os trabalhadores a fazer”, diz o presidente do Sindicato.

Reivindicações – A minuta de reivindicações entregue aos banqueiros em 11 de agosto contém 100 cláusulas econômicas e sociais. Saúde é um dos eixos de campanha e há cláusulas de prevenção, reabilitação e isonomia dos trabalhadores afastados com os da ativa. Os bancários querem reajuste salarial de 11,77%, PLR maior (um salário mais valor fixo de R$ 788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), valorização dos pisos, garantia de emprego e novas conquistas – como o 14º salário, 13ª cesta-alimentação, proteção salarial (reajuste sempre que a inflação acumulada alcançar 3%). Dentre as cláusulas sociais, há pontos como a promoção da igualdade de oportunidades e o controle de tempo de espera nas filas. Também são reivindicados o fim da terceirização e a recontratação dos terceirizados; ampliação do horário de atendimento ao público para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho; medidas para coibir e combater o assédio moral; continuidade dos trabalhos da Comissão de Segurança Bancária; eleição de delegados sindicais nos locais de trabalho.

A categoria – A data-base da categoria é 1º de setembro. No Brasil há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e Região são 106 mil trabalhadores distribuídos em torno de 3 mil locais de trabalho. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77% (no piso salarial), contra uma inflação de 6,4%.
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