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Chapéu
Insatisfação com a proposta

Plenária com ampla participação debate impasse com o Daycoval na negociação do PPR

Imagem Destaque
Imagem mostra um homem de terno sentado em frente a uma pilha de dinheiro. ao lado dele, duas pessoas estão sentadas em frente a poucas cédulas e moedas

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região realizou, na noite de quarta-feira 23, plenária virtual com os funcionários do Banco Daycoval para apresentar informes e esclarecer dúvidas sobre o impasse nas negociações para a renovação do acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Durante a atividade, que contou com ampla participação dos trabalhadores, o Sindicato apresentou um balanço do processo negocial, que se estende há quase três meses, e explicou os principais pontos que impedem até o momento a construção de um acordo.

O Daycoval insiste em implementar mudanças que prejudicam o conjunto dos trabalhadores. Entre elas está a proposta de ampliar em até dez salários a distribuição de resultados destinada aos altos executivos, enquanto prevê aumento de apenas R$ 500 no piso do programa para os demais funcionários.

Para o Sindicato, a proposta é injusta e desvaloriza justamente quem contribui diariamente para os resultados da instituição financeira. O Sindicato defende uma distribuição mais equilibrada do PPR, que reconheça o papel do conjunto dos trabalhadores na construção da lucratividade do banco.

Trabalhadores questionam comissão interna

Durante a plenária, os bancários demonstraram insatisfação com a proposta apresentada pelo Daycoval. Muitos também afirmaram desconhecer as razões que levaram o banco a criar uma comissão interna para tratar do PPR, em substituição ao processo de negociação coletiva conduzido com o Sindicato.

A entidade esclareceu as dúvidas apresentadas e reforçou que defende a continuidade da negociação por meio da representação sindical. Também informou que analisa todas as medidas cabíveis diante do impasse. Novos protestos e denúncias aos órgãos competentes estão entre as iniciativas que poderão ser adotadas.

Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato, defende que todas as regras sobre remuneração e condições de trabalho devem ser debatidas e estabelecidas em acordo coletivo, o instrumento mais adequado para garantir equilíbrio nas relações de trabalho.

“Quando o trabalhador, individualmente, se encontra diante de uma grande organização, é a representação coletiva que permite que sua voz tenha maior força e que seus direitos sejam defendidos de forma organizada. Assim, os trabalhadores deixam de ser apenas destinatários de decisões e passam a fazer parte da construção das decisões que influenciam diretamente suas vidas”, afirma

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