O dirigente sindical João Maia
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protestou em duas agências do Banco do Brasil na Zona Leste de São Paulo para denunciar a falta de funcionários, o fechamento de unidades e a consequente sobrecarga de trabalho. A entidade também chamou a atenção para a precariedade no atendimento aos clientes, especialmente beneficiários do INSS.
A primeira manifestação ocorreu na agência 1830, em São Mateus. A unidade enfrenta déficit de trabalhadores em diferentes áreas, incluindo gerência, caixas e atendimento. A falta de pessoal tem provocado filas e espera prolongada, além de contribuir para o adoecimento dos funcionários.
Durante o protesto, realizado na terça-feira 8, o Sindicato destacou que os cargos vagos — os chamados claros — permanecem sem preenchimento e que, até o momento, o Banco do Brasil não adotou medidas suficientes para solucionar o problema.
A situação também foi denunciada na agência 7038, Mateo Bei, também em São Mateus. A unidade apresenta problemas semelhantes: falta de funcionários, postos de trabalho vagos e grande concentração de clientes e usuários, entre eles beneficiários do INSS.
O Sindicato aponta um quadro de sobrecarga generalizada, com agências lotadas, atendimento prejudicado e aumento do adoecimento entre os funcionários. Clientes chegam a esperar de duas a três horas para conseguir atendimento, resultado direto da redução do quadro de trabalhadores e do fechamento de agências.
“É epidêmico o que está acontecendo na Zona Leste de São Paulo. Todas as agências do Banco do Brasil sofrem com falta de funcionários, agências lotadas e o adoecimento geral do funcionalismo. É uma vergonha o que acontece no Banco do Brasil. Já denunciamos várias vezes e até o momento a diretoria não tomou nenhuma providência para resolver essa questão, é vergonhoso”, afirma João Maia, diretor do Sindicato e bancário do BB.
O Sindicato já denunciou a situação diversas vezes à direção do banco e cobra providências para recompor o quadro de pessoal e melhorar as condições de trabalho e atendimento.
“A diretoria prometeu humanizar o banco, e o que nós assistimos é um banco desumanizado. Continuaremos denunciando essa prática do Banco do Brasil”, enfatiza João Maia, reforçando a reivindicação de contratar mais funcionários e manter uma estrutura adequada para garantir atendimento digno à população e condições de trabalho aos bancários.