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Chapéu
Regras próprias e obscuras

Daycoval paga PPR sem negociação coletiva e Sindicato cobra transparência sobre regras

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Imagem feita por inteligência artificial mostra três pessoas em pé sobre uma pilha de moedas douradas grandes ao lado de pessoas de braços cruzados perto de uma pilha bem menor de moedas. ao fundo, um prédio com o logo do Daycoval

O Banco Daycoval efetuou, na quarta-feira 30, o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) aos trabalhadores. O pagamento, porém, é resultado de acordo firmado por meio de uma comissão interna de empregados, sem a participação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região na formalização do instrumento.

Por esta razão, o Sindicato quer saber os critérios utilizados para o pagamento. Nos ajude respondendo este questionário. Leva menos de um minuto.

O crédito foi realizado após quase três meses de negociações entre o Sindicato e o Daycoval para a renovação do PPR. O processo chegou a um impasse diante das mudanças propostas pelo banco para a distribuição dos resultados.

Entre os principais pontos de divergência estava a proposta do Daycoval de ampliar em até 10 salários os valores destinados aos altos executivos, enquanto o piso do programa teria valorização de apenas R$ 500. Para o Sindicato, a proposta aprofundaria a desigualdade na distribuição dos resultados entre os trabalhadores.

A entidade sindical não concordou com os termos apresentados e buscou alternativas para solucionar o impasse e concluir a negociação coletiva. Sem acordo, entretanto, o banco optou por constituir uma comissão interna de empregados e firmar o PPR por essa via.

Trabalhadores têm dúvidas sobre pagamento

Após o pagamento realizado pelo banco, trabalhadores procuraram o Sindicato com dúvidas sobre as regras adotadas, os critérios utilizados para calcular os valores e as mudanças implementadas no programa.

O Sindicato reforça que é fundamental compreender como o novo PPR foi aplicado na prática e quais foram seus impactos para os diferentes segmentos do quadro de funcionários.

Por isso, a entidade pede que os bancários do Daycoval encaminhem informações sobre o pagamento recebido e eventuais dúvidas ou problemas identificados. Esses relatos serão importantes para que o Sindicato possa analisar os efeitos do acordo, buscar a retomada do diálogo com o banco e, caso sejam constatadas irregularidades, avaliar o encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

“A participação dos trabalhadores é fundamental para ampliar a transparência sobre o programa e fortalecer a defesa de uma distribuição de resultados mais justa e equilibrada no Daycoval”, afirma Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

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