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Na pandemia

Mulheres não podem se calar diante da violência que ocorre em casa

Campanha realizada pela ONU Mulheres tem como objetivo incentivar as vítimas a denunciarem os casos de violência

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 24/11/2020 19:03 / Atualizado em 24/11/2020 19:03

Montagem: Linton Publio

Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para o Atlas da Violência 2019 mostra que a taxa de homicídios de mulheres fora do domicílio aumentou 28% em 10 anos. Mas no mesmo período, as ocorrências registradas em casa subiram 38%.

Somente no primeiro semestre de 2020, as mortes em decorrência da violência contra mulher cresceram 2% comparado ao mesmo período de 2019. Os dados são do Anuário de Segurança Pública, feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Por isso, neste ano, os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, campanha criada pela ONU,  ganha mais um motivo para ser ainda mais forte.

Oficialmente, a campanha inicia no mundo todo em 25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. No Brasil, o começo da campanha coincide com o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, pelo fato de as mulheres negras serem as mais prejudicas, mais violentas e mortas.

Com o isolamento social para conter o contágio do coronavírus, aumentaram os casos de violência doméstica. No primeiro semestre de 2020, as mortes em decorrência da violência contra mulher cresceram 2% se comparadas ao mesmo período de 2019. Os dados são do Anuário de Segurança Pública, feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Com isolamento é mais difícil denunciar

Se aumentou o feminicídio durante a pandemia, por outro lado, diminuiu o registro de agressões a mulheres, de acordo com a 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Pelo estudo, o número de registros de violência doméstica nas delegacias durante o primeiro semestre de 2020, foi 9,9% menor do que registrado no igual período do ano anterior.

Para ajudar a romper o silêncio das vítimas, a Contraf -CUT assinou junto aos bancos, e incluiu na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada este ano, uma cláusula que cria nas instituições bancárias canais de atendimento às vítimas de violência doméstica.

“Uma das preocupações da nossa atividade neste mês é divulgar a importância de se denunciar as agressões. Sabemos que a denúncia fica mais difícil durante a pandemia, mas além do Ligue 180, a mulher pode buscar ajuda com a família e amigos, pela internet e mesmo indo a uma farmácia, por exemplo, e mostrando um “xis” feito na palma da mão. Os funcionários destes e outros estabelecimento são treinados a alertar a polícia e ajudar as vítimas da forma mais rápida possível”, explica Elaine Cutis,secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Basta Não Irão nos Calar

 

 

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, oferece, desde 2019, serviço jurídico especializado e atua em parceria com a Rede Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica, atendendo as demandas jurídicas de bancárias e não bancárias em situação de violência doméstica e de gênero, contribuindo para a plena superação do contexto de violência.

O agendamento está sendo realizado via Central de Atendimento, por chat ou pelo telefone 4949-5998. A vítima também pode falar diretamente com o advogado plantonista  via Whatsapp por meio do número 11 97325-7975 (Clique aqui para falar diretamente via WhatsApp). O plantão acontece inclusive nos finais de semana.

"Com as estatísticas crescendo no período de isolamento, precisamos agir rápido e dar o suporte o quando antes. E pelo aplicativo de mensagens, vimos mais essa oportunidade de atendimento. A vítima não pode esperar",  comenta Neiva Ribeiro, secretária- geral do Sindicato.



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