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Neiva Ribeiro representa o Sindicato no Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG

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Neiva Ribeiro foi uma das palestrantes do 1º Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG (Foto: Fetrafi-MG)

Neiva Ribeiro foi uma das palestrantes do 1º Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG (Foto: Fetrafi-MG)

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, participou nesta terça-feira 10, de forma remota, do 1º Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais), que teve como mote “Diálogos para uma nova comunicação sindical”. Neiva foi palestrante na mesa de debates Comunicação na Estrutura Sindical, IA e Redes Sociais, realizada na parte da tarde.

“A comunicação é estratégica para o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras. Em um mundo onde a informação se tornou um dos principais campos de disputa, fortalecer nossa capacidade de comunicar é também fortalecer a luta por direitos e por justiça social. Este seminário é um espaço para refletirmos sobre como ampliar vozes, enfrentar a desinformação e construir narrativas que expressem a realidade e as demandas da classe trabalhadora”

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

A mesa de abertura contou com a presença do presidente da CUT Minas, Jairo Nogueira Filho; do presidente do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região, César Roberto Rodrigue; e representando o presidente da Fetrafi-MG, Carlindo Dias (Abelha). Jairo destacou a importância da comunicação simples e efetiva como estratégia sindical, especialmente no atual cenário político do país.

Comunicação na Era da Guerra Híbrida

Após a abertura do 1º Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG, foi realizada a mesa sobre Comunicação na Era da Guerra Híbrida, que teve palestrante José Luíz Quadros, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais e diretor da APUBH(Sindicato dos Professores das Universidades Federais). A mesa, que teve como mediadores César Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região, e Helder Guedes, presidente do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região.

José Luiz explicou que o principal fator para a falência das democracia representativas é a normalização da extrema direita. “A extrema direita não pode constitucionalmente existir, porque eles defendem o fim da democracia, mas foi normalizada não só a existência, mas também a amplificação dela, especialmente com as redes sociais”, afirmou.

Segundo ele, as emoções da população são utilizadas como arma pela extrema direita, que planta notícias para gerar medo, raiva e ódio, criando um "exército" de emoções radicalizadas. José Luiz destacou ainda que é preciso “desarmar” as pessoas mais suscetíveis com uma comunicação fundamentada em amor e presença. “A comunicação tem que chegar no coração das pessoas. Não adianta discurso bonito. É necessário estudar as “ciências psíquicas” (psicologia, psiquiatria, psicanálise) e desarmar as emoções com uma comunicação não-violenta.”

Evangélicos e Esquerda – Um Diálogo Necessário

Na sequencia, teve início a mesa Evangélios e Esquerda – Um Diálogo Necessário, com palestra de Filipe Gibran, pastor evangélico e produtor de conteúdo digital. Mediaram o debate Marcelo Neves de Sousa, presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis e Região; e José Carlos Bragança, secretário de Políticas Sindicais da Fetrafi-MG.

Filipe enfatizou que no Brasil, país culturalmente cristão, espaços religiosos proporcionam pertencimento à população marginalizada. “Na ausência do Estado, nasce a figura do pastor libertador. Então, a igreja virou um espaço de engolir pessoas que o Estado e a esquerda abandonaram.”

Segundo o pastor, o caminho para retomar o diálogo com a população evangélica é resgatar o pensamento crítico e combater o fundamentalismo. “A disputa no Brasil não está em direita e esquerda, mas no campo religioso, ideológico e cultural”.

Comunicação na Estrutura Sindical / IA e Redes Sociais

Na parte da tarde, foi realizada a mesa Comunicação na Estrutura Sindical / IA e Redes Sociais, que contou com as palestras da presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro; e de Ramon Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de BH e Região; e a mediação de Helberth Ávila de Souza, secretário de Imprensa da Fetrafi-MG; e de Taiomara Neto de Paula, representado o Sintraf JF (Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata e Sul de Minas).

Neiva abordou os impactos das IAs no trabalho bancário. Para ela, o debate não deve ser sobre combate ao avanço tecnológico, mas sim sobre transição justa. Hoje, os principais impactos para o trabalho bancário, em especial para mulheres, estão relacionados com o fechamento de postos de trabalho e com a pressão invisível do monitoramento algorítmico. “Não podemos permitir que inovação seja sinônimo de precarização. A luta é para que o avanço tecnológico resulte em bem-estar humano, não apenas eficiência corporativa”, disse a presidenta do Sindicato.

A estrutura da comunicação sindical foi debatida por Ramon Peres, que propôs um planejamento para mídia sindical, levando em conta o que aflige os bancários, como o medo de perder o emprego, o adoecimento mental e o isolamento profissional. A proposta prevê uma comunicação pautada em:

• Sentimento de não estar sozinho;
• Proteção real contra abusos;
• Canal seguro para denunciar;
• Informação clara e aplicável;
• Respeito e dignidade no trabalho.

Comunicação Digital e Militância nas Redes

Por fim, a última mesa de debates abordou o tema Comunicação Digital e Militância nas Redes, com palestra de Mariana Evaristo, diretora executiva da Teia Influenciadores; e mediação de Diego Bunazar, presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região, e Elizete Borela, presidenta do Sindicato dos Bancários de Cataguases e Região.

Mariana ressaltou que as plataformas não são neutras e não desejam promover pautas sociais. Diante disso, segundo ela, o que a comunicação sindical pode fazer é reparar os danos desta falta de entrega pelos algoritmos.

Para a diretora executiva da Teia Influenciadores, para contornar a falta de neutralidade das plataformas digitais a comunicação sindical deve valorizar a autenticidade, simplicidade e consistência, transformar a rede social em um canal de escuta e mobilização, criar conexões com a audiência e buscar traduzir a pauta social para situações práticas da vida do trabalhador. “Não vamos conseguir lutar de igual para igual, não temos dinheiro ou poder para isso. O que podemos fazer é diminuir danos. Para isso, precisamos fortalecer as bases para aumentar o número de pessoas que se conectam”, destacou.

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