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Sindicato protesta na Torre Santander contra demissões e fechamento de agências

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Imagem mostra dirigentes sindicais lado e atrás de uma faixa onde se lê "pelo fim das demissões"

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região realizou, nesta quinta-feira 5, um protesto na Torre Santander para denunciar as demissões promovidas pelo banco espanhol. A manifestação criticou a política de redução de postos de trabalho e fechamento de agências, mesmo diante dos lucros bilionários da instituição financeira.

Nos nove primeiros meses de 2026, o Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 9,687 bilhões, queda de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado bilionário, o banco eliminou 5.965 postos de trabalho em 12 meses, além de fechar 134 agências e 101 postos de atendimento bancário (PABs).

“Os números evidenciam uma política de redução de custos que penaliza trabalhadores e clientes, enquanto o banco mantém resultados financeiros elevados. Cobramos o fim das demissões, a contratação de funcionários para reduzir a sobrecarga de trabalho e o respeito à saúde dos bancários”, afirma Welington Corrêa, diretor do Sindicato lotado  na sede do Santander.

Santander demite enquanto amplia número de clientes

De acordo com o balanço do Santander, analisado pelo Dieese, a holding encerrou setembro com 45.782 empregados, após eliminar 1.545 vagas somente no terceiro trimestre de 2026.

Na contramão da redução do quadro de funcionários, o Santander ampliou sua base em 3,2 milhões de clientes em um ano, chegando a 72,9 milhões, segundo dados do Banco Central.

“Causa preocupação a relação entre o crescimento da clientela e a eliminação de empregos. Com menos trabalhadores para atender uma demanda crescente, aumenta o risco de sobrecarga de trabalho, pressão pelo cumprimento de metas abusivas e adoecimento dos bancários”, destaca André Bezerra, dirigente sindical lotado na Torre.

“O fechamento de agências e postos de atendimento também prejudica a população, especialmente idosos e pessoas que dependem do atendimento presencial para realizar operações bancárias, além de sobrecarregar as agências que seguem abertas, com filas no atendimento e maior tempo de espera, causando excesso de demanda nos bancários”, complementa o dirigente.

Sindicato cobra fim das demissões

Durante o protesto, o Sindicato denunciou a contradição entre os resultados financeiros do Santander e a política de cortes de pessoal.

“Os lucros bilionários devem ser acompanhados de valorização dos trabalhadores, manutenção dos empregos e melhoria das condições de atendimento à população. O Sindicato seguirá mobilizado contra a eliminação de empregos e o fechamento de unidades, e cobra do Santander responsabilidade com os trabalhadores, clientes e sociedade”, finaliza André Bezerra.

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