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Santander promove demissões mesmo após lucro bilionário

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Santander promove demissões mesmo após lucro bilionário

O Santander vem promovendo uma série de demissões, principalmente na sede administrativa do banco e no Radar, mesmo diante dos resultados lucrativos apresentados pela instituição. Nos nove primeiros meses de 2026, o banco registrou lucro líquido gerencial de R$ 9,687 bilhões.

Levantamento preliminar de informações recebidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região aponta que os cortes atingiram diferentes áreas e andares da sede. Os números foram informados por trabalhadores até a manhã desta quarta-feira, 4 de novembro, e ainda podem aumentar.

Demissões na sede do Santander

AndarÁreaDemissões
22ºConsórcio3
16ºInvestimento4
20ºSegmentosMais de 5
21ºPricing4
TotalMais de 16
Levantamento parcial, com informações recebidas até a manhã de 4 de novembro de 2026. Os números são aproximados e não representam necessariamente o total de desligamentos realizados pelo banco, que pode ser ainda maior.

Para o dirigente sindical André Bezerra, a situação é ainda mais preocupante diante dos relatos recebidos pelo Sindicato. Ele conta o caso de uma trabalhadora que, mesmo tendo sido bem avaliada pela direção do banco e apresentando bons resultados, acabou sendo demitida. "O episódio evidencia a contradição entre o desempenho dos funcionários e a política de cortes adotada pela instituição", afirma o dirigente.

"O Sindicato vai cobrar explicações do Santander sobre os desligamentos, questionar os critérios utilizados para as demissões e exigir o fim dos cortes. A entidade reforça que não aceitará que trabalhadores sejam descartados mesmo diante de resultados positivos e da contribuição diária para os lucros bilionários do banco", ressalta Bezerra.

Tarifas bancárias cobrem quase duas vezes as despesas com pessoal

Os resultados financeiros do Santander tornam ainda mais difícil justificar a redução dos postos de trabalho. Nos primeiros nove meses de 2026, as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 17,2 bilhões, crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período anterior.

Na contramão, as despesas com pessoal e participação nos lucros e resultados (PLR) caíram 3,2%, totalizando R$ 9,034 bilhões. Com isso, as receitas provenientes de serviços e tarifas foram suficientes para cobrir 190,1% dessas despesas.

Para os representantes dos trabalhadores, os números reforçam a necessidade de enfrentar um modelo de negócios que combina expansão da clientela e receitas bilionárias com redução de empregos e da estrutura de atendimento.

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