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Robin Hood ao contrário

Banco Central mantém Selic em 15% e Sindicato denuncia transferência de renda aos mais ricos

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Imagem do ato contra a taxa selic, relizado pleos trabalhadores, mostra placa onde se lê "juros altos matam a  população"

Na primeira reunião de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. Com a decisão, tomada nesta quarta-feira 28, o Brasil permanece no topo do ranking mundial de juros reais. A taxa, a mais alta desde julho de 2006, está estagnada neste patamar desde junho de 2025.

Inflação controlada não sensibiliza o Banco Central

Os dados oficiais desmentem a necessidade de juros tão elevados. O IPCA de 2025 encerrou em 4,26%, dentro da meta. Mais recentemente, o IPCA-15 de janeiro desacelerou para 0,20%, a segunda menor marca para o mês desde a criação do Plano Real.

O impacto da Selic no bolso do trabalhador e do bancário

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, a manutenção da Selic é uma escolha política que penaliza a produção e o consumo.

“O Banco Central insiste em sufocar a economia real enquanto banqueiros e grandes detentores da dívida pública lucram. Na outra ponta, trabalhadores e a classe média sofrem com juros impraticáveis no cartão e no cheque especial. Além de prejudicar o consumo das famílias, os juros em 15% dificultam a vida do próprio bancário, que enfrenta metas abusivas em um cenário onde o crédito é caro e a inadimplência cresce”, afirma Neiva.

Segundo o Banco Central, nos 12 meses acumulados até novembro de 2025, o setor público consolidado (que engloba em maior parte a União) pagou R$ 981,9 bilhões aos detentores de títulos da dívida pública, o que equivale a cerca de 7,77% do PIB.

A taxa Selic em patamares elevados continua sendo o principal fator de pressão sobre o custo da dívida pública.

Sindicato na luta por juros civilizados

A atuação do Sindicato não se restringe apenas à luta pelos direitos da categoria bancária, mas também na defesa de uma economia nacional justa e funcional, que garanta o emprego bancário.

Um dia antes da decisão do Copom, a entidade, ao lado de outras categorias, protestou por juros mais civilizados em frente ao prédio do BC em São Paulo, em ato convocado pela CUT e demais centrais sindicais.

O Sindicato luta por juros baixos e por você. Fortaleça essa voz: sindicalize-se.

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