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BB: Falta de funcionários em agências varejo prejudica bancários, clientes e população

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Aviso de atendimento contingenciado em agência do BB (Foto: Seeb-SP)

A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.

O Sindicato cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.

“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“É importante reforçar também que o Sindicato é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, acrescenta.

Atendimento contingenciado

Já na primeira semana de 2026, em visita a agências localizadas na área de abrangência da Regional Osasco do Sindicato, dirigentes da entidade flagraram três unidades operando com o atendimento contingenciado. As agências 4867 Jardim Santo Antônio; 1528 Jardim Bela Vista; e 4706 Avenida Presidente Médici.

“O atendimento contingenciado nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada dos clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma. Flagramos clientes aguardando atendimento no sol e pessoas idosas sentadas no chão do autoatendimento [foto abaixo]”, relata o dirigente sindical e representante dos funcionários do BB na Regional Osasco do Sindicato, Diego Carvalho.

Idoso aguarda ser atendido em agência do BB com atendimento contingenciado (Foto: Seeb-SP)

De acordo com o dirigente, existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões da base de atuação do Sindicato.

“Esta situação é tão normalizada que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Diego Carvalho.

“É preciso deixar claro que os gestores das unidades não possuem qualquer responsabilidade sobre esta situação. São tão vítimas quanto os demais bancários e a população. Vivem o dilema de manter o funcionamento regular, com dificuldades para atender e sobrecarregando os bancários; ou contingenciar o atendimento, penalizando os clientes. É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, conclui o dirigente.

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