O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se reuniu com a Superintendência PJ1 e a Gepes (gestão de pessoas) do Banco do Brasil para tratar de denúncias de assédio moral e ameaças de descomissionamento.
Na reunião realizada na quinta-feira 1º, o superintendente reafirmou que não aceita esse tipo de prática como ferramenta gerencial nas suas jurisdições. Argumentou que descomissionamento é uma medida excepcional para quando se esgotaram possibilidades de reposicionamento nas ferramentas de gestão de pessoas; e completou que a perda de função não pode servir como exemplo, exposição ou qualquer outra forma de assediar os funcionários.
O Superintendente PJ1 alegou ainda que em sua jurisdição ocorreram casos pontuais de descomissionamento, e que não compactua com o uso desta medida como forma de pressão por parte dos gestores.
“Ressaltamos a importância da participação da Gepes para ajudar no processo contínuo de gestão de pessoas, buscando sempre as melhores condições e ambientes de trabalho saudáveis”, pontua a dirigente sindical e bancária do BB Adriana Ferreira.
A direção do Sindicato cobrou mudanças para que os feedbacks não sejam utilizados como ferramenta de assédio, e sim com o objetivo de melhorar as condições de trabalho.
“O Sindicato não vai aceitar ameaças de perda de função ou cobranças abusivas como ‘tática’ de gestão para alcançar resultados. E os colegas que estiverem enfrentando este tipo de situação devem denunciar ao Sindicato, por meio nosso canal, que garante o sigilo absoluto da vítima. A denúncia é fundamental para que possamos cobrar do banco o fim destas condutas”, afirma Diego Carvalho, diretor do Sindicato e bancário do BB.