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Chapéu
28/06 | Dia do Orgulho LGBT

Enquanto empresas voltam para o armário, Sindicato reafirma compromisso com a diversidade

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Enquanto empresas voltam para o armário, Sindicato reafirma compromisso com a diversidade

Neste 28 de junho, data que celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBT+, o mundo vive um cenário de crescente pressão sobre iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2024, diversas corporações passaram a rever ou encerrar programas voltados à promoção da diversidade.

Empresas como Amazon, Disney, Google, Meta, McDonald's e Microsoft estão entre as que anunciaram mudanças em suas políticas de inclusão. O movimento se espalhou por filiais e subsidiárias ao redor do mundo, incluindo o Brasil. O relatório “DEI sob pressão: adaptar, resistir ou desistir?”, da plataforma TeamHub, divulgado no primeiro semestre de 2025, revelou que 51% das empresas brasileiras com políticas na área realizaram ajustes em razão de pressões políticas, sociais ou reputacionais.

Outro reflexo desse movimento foi observado na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Realizado em 7 de junho, o evento registrou uma expressiva redução no apoio empresarial. Em apenas dois anos, o número de marcas patrocinadoras e apoiadoras caiu de 12 para quatro, provocando uma redução de cerca de 60% na arrecadação proveniente de patrocínios privados.

Aliado verdadeiro

Dirigentes do Sindicato reunidos durante 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+, em 05/06

Enquanto empresas reduzem políticas e evitam associar suas marcas à pauta, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos da população LGBTQIA+, especialmente em um ano de Campanha Nacional e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Novamente, a categoria discutirá com os bancos reivindicações voltadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate à LGBTfobia nos locais de trabalho.

"Celebrar o Dia do Orgulho LGBT+ é reafirmar que direitos não são concessões e que a diversidade fortalece os ambientes de trabalho e a própria democracia. Em um momento em que vemos empresas recuando de compromissos públicos com a inclusão, o Sindicato segue firme na defesa da população LGBTQIA+ e na construção de locais de trabalho livres de discriminação e violência. Nossa atuação não depende de modismos ou de estratégias de marketing, mas de um compromisso histórico com a igualdade e a justiça social", afirma a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

Diego Carvalho, coordenador do Coletivo de Políticas LGBT+ do Sindicato, reforça o contraste entre o compromisso sindical e o oportunismo corporativo: "Em 2026, ficou notório o afastamento de empresas da questão da diversidade, seja na falta de patrocínio à Parada ou mesmo na retirada da exposição de suas marcas vinculadas aos eventos que marcam o Mês da Diversidade LGBTQIAPN+. Mais do que nunca, se faz necessária a presença de movimentos sociais, como os sindicatos, para o resgate da importância de se combater os preconceitos e gerar oportunidades às pessoas mais vulneráveis na sociedade, como é o caso da população LGBTQIAPN+."

Conquistas na Convenção Coletiva

Bancários durante a 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 6 de junho de 2010

A atuação do movimento sindical já garantiu avanços importantes nos últimos anos. Na Campanha Nacional de 2024, a mobilização da categoria ampliou significativamente a presença do tema na Convenção Coletiva de Trabalho. O que antes era tratado em apenas uma cláusula passou a contar com oito.

Entre os avanços conquistados estão o repúdio a qualquer forma de discriminação com apuração por meio de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade nos bancos, a inclusão de pessoas trans em iniciativas de redução das desigualdades salariais, o respeito ao uso do nome social nos sistemas internos das instituições financeiras e a criação da Mesa de Diversidade, Inclusão e Pertencimento.

A defesa dos direitos da população LGBTQIA+ na categoria bancária, porém, vem de mais longe. Em 2009, o Sindicato conquistou a extensão de direitos a casais homoafetivos na Convenção Coletiva, garantindo acesso a benefícios como plano de saúde, auxílio-funeral e indenização por morte.

Projeto Basta e combate à LGBTfobia

Além da atuação nas mesas de negociação, a entidade mantém desde 2019 o Projeto Basta, canal de acolhimento e encaminhamento de denúncias de violência de gênero, racismo e LGBTfobia. A iniciativa oferece suporte jurídico às vítimas e atua em conjunto com os coletivos LGBT+, de Mulheres, de Combate ao Racismo e de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência do Sindicato, fortalecendo uma atuação integrada no enfrentamento às diferentes formas de discriminação.

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