Assédio moral, falta de transparência, desprezo por parte do RH e informações incorretas sobre as verbas rescisórias foram algumas das situações denunciadas por bancários demitidos e da ativa do Banco Votorantim, durante plenária virtual, com ampla participação de trabalhadores, realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo na noite desta quinta-feira 23.
O Sindicato identificou que, entre os demitidos, há várias pessoas com deficiência, burnout, depressão e outros quadros clínicos, além de muitas mulheres.
“Isto indica uma possível discriminação no processo de demissão, o que é antiético e ilegal. As pessoas estão muito magoadas e indignadas com a forma como foram dispensadas. E com razão, após doarem toda sua dedicação e sua força de trabalho na construção do crescimento da empresa”, protesta Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato.
O Sindicato é a sua única barreira contra os abusos do banco. Sindicalize-se.
Lucro alto e desrespeito ao trabalhador
Flavio Monteiro, diretor do Sindicato, lembra que o Votorantim apresentou crescimento de 18% em 2025 e possui 10 milhões de clientes ativos.
“Muitos demitidos têm mais de 10 anos de casa, ou seja, essas pessoas contribuíram arduamente para construir e consolidar o Banco Votorantim, e agora são descartados de uma forma desrespeitosa e sem justificativa, já que a instituição apresenta lucro”, afirma.
A armadilha do acordo extrajudicial
Durante a plenária também foram feitas muitas denúncias sobre pressão do banco para assinar um acordo extrajudicial dando quitação total dos direitos trabalhistas.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo orientou os trabalhadores para que não assinem nenhum acordo extrajudicial e que realizem atendimento jurídico no Sindicato para mais informações.
Utilize o simulador de pré-homologação para ter uma prévia do valor a receber nas verbas rescisórias.
Plantão Jurídico: Datas e orientações
O Sindicato disponibilizará um plantão jurídico entre os dias 26 e 30 de janeiro, das 10h às 18h. O agendamento do atendimento deve ser feito por meio deste link.
Tanto os demitidos que assinaram o acordo quanto os que estão em negociação com banco devem comparecer ao plantão jurídico do Sindicato, em posse do termo de rescisão das verbas trabalhistas e da proposta de acordo extrajudicial, para análise caso a caso.
Em breve será disponibilizado um simulador de PLR e de PPR.
PLR não é moeda de troca!
Apuração feita pelo Sindicato revelou que o banco incluiu os valores da PLR garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho nos valores pagos no acordo extrajudicial.
O Sindicato alerta que a PLR é um direito garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho – todos os demitidos em janeiro de 2026 têm direito à PLR integral, e todos os demitidos entre agosto e dezembro de 2025 têm direito à PLR proporcional.
Negociação já!
O Sindicato cobra que o banco Votorantim pare com as demissões, suspenda os acordos extrajudiciais e inicie uma negociação coletiva.
Medidas cabíveis também estão sendo analisadas para garantir que todos os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.