Pular para o conteúdo principal

2020: Caixa lucra R$ 13,2 bi, e empregados cobram PLR

Linha fina
Empregados cobram valorização com o adiantamento do crédito da PLR e PLR Social
Imagem Destaque
Foto: Seeb/SP

A Caixa teve lucro líquido de R$ 13,2 bilhões em 2020, uma queda de 37,5% em relação a 2019. Entretanto, o resultado do 4º trimestre representou aumento de 200% em relação ao do 3º trimestre de 2020 (R$ 1,9 bilhão). 

“2020 foi um ano em que, mais uma vez, ficou evidente a importância da Caixa, dos seus empregados, da sua função social, para o Brasil e os brasileiros. Foram os empregados da Caixa que pagaram o auxílio-emergencial para milhões de pessoas em meio a uma pandemia, enfrentando enormes filas, geradas pela total desorganização da direção do banco e do governo federal”, diz o diretor do Sindicato e empregado da Caixa Dionísio Reis. 

Pedro Guimarães "chuta longe"

“É importante também destacar a informação furada do presidente do banco, Pedro Guimarães, que em janeiro deste ano afirmou que o banco registraria lucro recorde em 2020, o que gerou uma expectativa muito alta nos empregados”, acrescenta o diretor do Sindicato.  

PLR 

Dionísio lembra ainda que são conquistas dos empregados, junto com suas entidades representativas, a PLR, paga desde 2003, e a PLR Social, que existe desde 2010 e visa valorizar justamente a função social exercida pelos empregados da Caixa. 

“Nada mais justo que valorizar os empregados por essa função social. Porém, a direção da Caixa tentou acabar com essa valorização na Campanha Nacional dos Bancários 2020 e só foi mantida devido a mobilização dos empregados junto com as entidades representativas, que não aceitaram em mesa de negociação este ataque aos direitos dos trabalhadores", relata. 

A Caixa tem até o dia 31 de março para pagar a PLR e a PLR Social. "Porém, cobramos do banco o adiantamento do crédito, valorizando os empregados. Com a divulgação do balanço, é perfeitamente possível a direção da Caixa atender a nossa reivindicação", enfatiza o diretor do Sindicato. 

Mais empregados e suspensão das metas

Mesmo com acréscimo de 42,6 milhões de novos clientes em 2020, a Caixa encerrou o ano passado com 81.945 empregados, com fechamento de 2.611 postos de trabalho em doze meses, influenciado pelo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) lançado em novembro, que teve adesão de 2.113 empregados. 

Caixa: manter metas na pandemia é desumano!

“Os empregados estão sobrecarregados, exauridos física e psicologicamente. Por isso, cobramos da direção do banco que suspenda as metas, levando em consideração que este é o momento para focar na função social da Caixa, que em breve retomará o pagamento do auxílio-emergencial. Também é urgente a contratação de mais empregados, principalmente em São Paulo, que é o estado com maior concorrência com os bancos privados, maior déficit de empregados e maior demanda por atendimento, considerando a sua densidade populacional”, conclui o diretor do Sindicato. 

Outros dados

A Carteira de Crédito Ampliada da Caixa teve alta de 13,5% em relação a 2019, totalizando R$ 787,4 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 10,5% em relação a 2020, totalizando R$ 90,4 bilhões. No segmento de pessoas jurídicas, o crescimento foi de 83,7%, totalizando R$ 70,9 bilhões, principalmente nas linhas para micro e pequenas empresas, com destaque para evolução de R$ 15,6 bilhões no Pronampe. Com saldo de R$ 510,7 bilhões e participação de 64,8% na composição do crédito total, o crédito imobiliário cresceu 9,8%, em 2020. As operações de saneamento e infraestrutura cresceram 7,7%, em doze meses, totalizando R$ 90,5 bilhões. Já o crédito rural cresceu 43,0%, totalizando R$ 7,7 bilhões em 2020.