Foto: Seeb-SP
Desde o dia 2 de março, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vem cobrando respostas do Itaú para reclamações relacionadas ao sistema GERA+. De acordo com manifestações dos bancários, falta clareza nos critérios e parâmetros utilizados para a premiação prevista no GERA+.
No quarto trimestre de 2025, houve uma ação voltada aos produtos Portabilidade Consignado INSS, Primeiro Cartão Venda e Crédito Equilíbrio. Conforme divulgado na época, a premiação referente aos resultados da ação seria paga em fevereiro de 2026, de acordo com o cargo do profissional.
O pagamento, de fato, ocorreu em fevereiro. Entretanto, os bancários questionaram a apuração dos resultados, especificamente se os percentuais considerados foram de 120%, 150% ou 200%. Ao questionarem seus gestores, receberam como resposta que eles não possuíam os dados ou os critérios utilizados nos cálculos.
Ao ser procurado pela categoria, o Sindicato contatou formalmente o banco solicitando informações. Em sua comunicação ao Itaú, a entidade cobrou a divulgação oficial dos critérios adotados na campanha, bem como a disponibilização dos números consolidados. O banco respondeu que os funcionários poderiam encontrar as informações solicitadas no sistema GPS (Gestão de Performance e Satisfação). Contudo, bancários afirmam que o GPS está fora do ar há algum tempo.
Em uma nova cobrança, a resposta foi de que o GPS está dentro da nova ferramenta Iclientes. Segundo um representante do banco, para saber o valor a ser recebido por atingimento, basicamente é feita a multiplicação do valor base pelo ICM que o bancário produzir, além de outras regras que estão na cartilha sobre elegibilidade.
No entanto, ao acessarem a rota indicada no sistema, a informação apresentada é: "consulte seu gestor para saber o valor da ação para seu cargo". Ao consultarem os gestores, os bancários relatam que muitos afirmam não possuir essa informação. Além disso, na sexta-feira (13), a ferramenta Iclientes apresentou erro e os bancários precisaram fazer verdadeiros malabarismos para conseguir exercer suas funções.
“Como os bancários seguiram sem resposta, o Sindicato intensificou a cobrança. Reiteradas comunicações foram enviadas ao Itaú desde então. O banco, por sua vez, segue sem apresentar as informações solicitadas, deixando seus empregados inseguros sobre os critérios de avaliação”, relata Márcia Basqueira, diretora do Sindicato e bancária do Itaú.
Na visão do Sindicato, critérios e métodos claros de avaliação são fundamentais em qualquer relação de trabalho. Justamente por isso, a entidade seguirá cobrando o Itaú e, não havendo retorno, tomará todas as medidas necessárias para assegurar os direitos dos bancários e das bancárias, que tanto se dedicam diariamente para a obtenção dos resultados.