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Caixa: “explicação” sobre PLR Social não procede

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Mulher com olhar desconfiado

Após 25 dias de cobranças por parte do Sindicato e demais entidades representativas dos empregados da Caixa, a direção do banco público tentou, sem sucesso, justificar o pagamento menor da PLR Social aos trabalhadores. No ofício encaminhado para a Contraf-CUT e para a CEE/Caixa, a direção do banco insiste em vincular o pagamento da PLR Social aos indicadores de resultados presentes em uma tabela desconhecida pelos empregados, que não consta em Acordo Coletivo e nem mesmo em qualquer ata de negociação, e alega ainda que superou a limitação de 25% dos dividendos para pagamento da PLR, assim como dos 50% dos dividendos. 

Todas essas premissas são falsas, uma vez que a negociação desde 2010, consolidada em Acordo Coletivo, vence qualquer outro regulamento por prever o pagamento de "equivalente a 4% do lucro liquido distribuído linearmente”. Inclusive, essa redação é superior a qualquer legislação, uma vez que a nova lei trabalhista prevê o acordado sobre o legislado. 

“Todas as premissas apresentadas pela Caixa para justificar o pagamento menor da PLR Social são completamente infundadas. A tabela apresentada pela Caixa, que só surgiu após o questionamento das entidades sobre o valor incorreto, uma vez que a direção do banco não justificou as razões do valor nem antes e nem no ato do pagamento, não consta em Acordo Coletivo e nem mesmo em qualquer ata de negociação com a representação dos empregados. Além disso, segundo a própria Caixa, a tabela estipulada foi definida antes da pandemia, o que mostra o desinteresse em valorizar o trabalho social dos empregados, que em 2020 pagaram o auxilio-emergencial para milhões de brasileiros”, diz o diretor do Sindicato e empregado da Caixa Dionísio Reis. 

“Sobre a limitação do pagamento em relação aos dividendos, seja 25% ou 50%, a legislação citada é referente ao ano de 1995. Desde que é paga a PLR e a PLR Social na Caixa, essa legislação foi superada pelo Acordo Coletivo. O que foi acordado está acima da legislação, que não pode ser utilizada como argumento para desrespeitar o Acordo Coletivo”, acrescenta. 

A postura da direção da Caixa em relação ao correto pagamento da PLR Social traz dois questionamentos aos empregados. “Um deles é saber quando a Caixa vai pagar o valor que está faltando, que chega até quase R$ 1.600; o outro é como fica a PLR do próximo ano. Os empregados seguem fazendo o seu papel. Além de atender a população, estão cumprindo metas abusivas impostas pela direção da Caixa, na pessoa do presidente Pedro Guimarães.”

Dionísio enfatiza ainda que, diante da intransigência e falta de transparência da direção da Caixa, é fundamental a participação de todos os empregados nas mobilizações chamadas pelas entidades representativas. 

“Estamos fazendo reuniões nos locais de trabalho. Já foram realizadas mais de cinquenta, das quais centenas de trabalhadores já participaram. No próximo dia 20, às 19h, teremos a plenária estadual e, no dia 22, uma assembleia. Ambas serão online e acontecerão de forma a não expor os participantes para a direção do banco. É fundamental a participação dos empregados para mostrarmos a nossa insatisfação”, conclui Dionísio. 

O link para participação dos empregados na plenária será divulgado em breve. Os trabalhadores que tiverem propostas e/ou sugestões devem preencher o formulário eletrônico (veja no final da matéria), que as manifestações serão encaminhadas para a plenária.

https://forms.gle/Nzcw6xKVJAH4rt4x8